Logo R7.com
RecordPlus
Luiz Fara Monteiro

Conflito na Ucrânia reforça importância do controle do espaço aéreo

Plataformas de monitoramento registram aeronaves dos Estados Unidos e da OTAN em patrulha na região. Confronto obriga companhias a cancelar voos ou planejar desvio nas rotas 

Luiz Fara Monteiro|Do R7

  • Google News
helicóptero Sikorsky UH-60 Black Hawk da Força Aérea dos Estados: patrulha na fronteira
helicóptero Sikorsky UH-60 Black Hawk da Força Aérea dos Estados: patrulha na fronteira

Um helicóptero Sikorsky UH-60 Black Hawk da Força Aérea dos Estados Unidos a 185 km/h, a 427 metros de altitude, patrulha uma região sobre o espaço aéreo polonês, próximo nas proximidades da fronteira ucraniana. Os Black Hawks serviram em combate durante conflitos em Granada , Panamá ,Iraque , Somália , Balcãs , Afeganistão e outras áreas do Oriente Médio. E continuam mais que ativos em exercícios e missões militares.

Um KC-10A Tanker McDonnell Douglas, também da Força Aérea americana sobrevoa a região de fronteira entre a Polônia e a Romênia. O KC-10 desempenha um papel fundamental na mobilização de ativos militares dos EUA. Essas aeronaves realizaram transporte e reabastecimento aéreo e tiveram papel importante em várioes ações bélicas americanas, como o bombardeio da Líbia em 1986 (Operação Eldorado Canyon), a Guerra do Golfo de 1990-91 com o Iraque (Operações Escudo do Deserto e Tempestade no Deserto), o bombardeio da OTAN à Iugoslávia (Operação Força Aliada), Guerra no Afeganistão ( Operação Liberdade Duradoura ) e a Guerra do Iraque (Operações Liberdade do Iraque e New Dawn).


Um Boeing E-3 Sentry da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO) que carrega um radar sobre a fuselagem, sobrevoa o espaço aéreo da Romênia, monitorando a fronteira com a Ucrânia. Esta aeronave militar do tipo AWACS (Airborne Warning And Control System) fornece ações de vigilância, comando, controle e comunicações.

Tanker MacDonnel Douglas: apoio aéreo
Tanker MacDonnel Douglas: apoio aéreo AirNav RadarBox

E por último, mas nao menos importante, uma aeronave não tripulada, como um drone, da Força Aérea dos Estados Unidos, sobrevoa o Mar Negro, próximo à Crimeia, para monitorar a movimentação de aeronaves e tropas russas.


E toda esta movimentação é apenas uma pequena amostra da atividade de monitoramento sobre o leste europeu, onde o conflito entre Rússia e Ucrânia se desenrola. O registro é da plataforma de monitoramento de voos online AirNav Radarbox. 

A aviação militar e a tecnologia de ponta desempenham um papel fundamental em ações de vigilância e espionagem. Por meio das informações coletadas e captadas, os serviços de inteligência de cada país ou bloco militar organizam suas estratégias para lidar com o conflito.


Cada detalhe levantado fará parte de um conjunto de dados que serão transformados em boletins informativos a chefes de estado e comandantes militares.

Foi assim que o serviço de inteligência dos Estados Unidos assegurou ao presidente Joe Biden a iminência de uma provável invasão russa à Ucrânia, por exemplo.


As evidências americanas eram confirmadas por meio de fotos de satélite que revelavam a movimentação de tropas russas rumo à fronteira com a Ucrânia.

Há menos de uma semana a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, afirmou que os americanos compartilham informações de inteligência sobre a crise na Ucrânia com os aliados da Otan.

Se por uma lado a espionagem ajuda na estratégia das nações envolvidas e daquelas com interesses diretos, medidas econômicas também fazem parte do rol de ações para atingir a economia do inimigo.

Depois que o Reino Unido proibiu a operação de todas as companhias aéreas russas em seu território, como forma de sanção pelo ataque À Ucrânia, a Rússia deu o troco e igualmente vetou empresas britânicas de sobrevoarem seu espaço aéreo. 

Lituânia, Polônia, Estônia, Letônia, Bulgária, Romênia, República Tcheca e Eslovênia seguiram o exemplo dos britânicos e fecharam o espaço aéreo para aeronaves russas. 

Neste domingo foi a vez da Irlanda anunciar que estuda proibir aeronaves russas em seu espaço aéreo nos próximos dias. Iniciativa que pode ser acompanhada por todos os países membros da União Europeia. A pauta deve ser discutida ainda hoje.

A consequência é uma série de transtornos para companhias aéreas que precisam cumprir suas rotas. Para realizar um voo de 1260 km entre Moscou e Kaliningrado, localizado na região mais ocidental da Rússia, aéreas russas estão seguindo a proa de Helsinque, na Finlândia, para contornar o norte da Estônia, para só então seguir ao sul pelo mar Báltico. 

Os contratempos são vários. Neste sábado, dois voos da Lufthansa com destino a Seul e Tóquio retornaram à origem quando entravam no espaço aéreo russo. O LH 718, que ia para a Coréia do Sul - operado por um Airbus A350, de registro D-AIXL - teve que voltar à Munique. E o LH716, que ia para Tóquio - realizado por um Airbus A340-300, de registro D-AIGP, retonou à Frankfurt. 

Em nota, a companhia informoou que não sobrevoará o espaço aéreo russo pelos próximos 7 dias devido à situação de alerta. No mesmo período, os voos para a Rússia também serão suspensos. A companhia ressalta que segue monitorando a situação e em contato com autoridades.

Colaborou: Caio Barros

Desvio em rota de aeronave russa: consequências da guerra
Desvio em rota de aeronave russa: consequências da guerra Reprodução
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.