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Luiz Fara Monteiro

Explicação de Trump para uso de dois aviões em uma só viagem contradiz Serviço Secreto

Presidente americano usou o antigo e o novo Air Force One em viagem para reunião da OTAN na Turquia

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Donald Trump usou dois aviões durante sua viagem à cúpula da OTAN na Turquia, contrariando a recomendação do Serviço Secreto.
  • Trump justificou o uso do novo Air Force One para mostrar a aeronave às Forças Armadas, enquanto o Serviço Secreto sugeriu preocupações de segurança.
  • A troca de aviões levantou dúvidas sobre a segurança e o custo para os contribuintes americanos, com críticas de senadores democratas.
  • O governo foi acusado de ignorar preocupações de segurança nacional para fornecer a Trump um avião luxuoso, com pedidos de transparência sobre o projeto.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump à bordo do novo Air Force One, presente do Catar REUTERS/Jonathan Ernst — 08.07.2026

O Serviço Secreto dos Estados Unidos recomendou ao presidente Donald Trump que deixasse a Turquia no antigo Air Force One, em vez do avião recém-reformado oferecido pelo Catar, por precaução, em meio à escalada de tensões com o Irã, segundo diversas fontes familiarizadas com os planos e que falaram à ABC News.

O avião de US$ 400 milhões oferecido pelo Catar partiu da cúpula da OTAN na Turquia no início do dia rumo à Base Aérea de Mildenhall, na Inglaterra. Mas, contrariando informação do Serviço Secreto, Trump afirmou na manhã de quarta-feira que a medida visava permitir que membros das Forças Armadas visitassem a aeronave.


“Acabamos de pousar e nos encontramos com nosso novo Air Force One para que pudéssemos mostrar aos maravilhosos militares, conforme o pedido de toda a Base”, disse Trump em declaração publicada nas redes sociais da Casa Branca.

A se acreditar nesta versão, fica a dúvida se os contribuintes americanos estão satisfeitos em patrocinar uma simples exposição de uma aeronave com dinheiro público em uma base militar.


É de se perguntar também se militares de outras tantas bases americanas pelo mundo poderão ser atendidos, caso reivindiquem uma visita do novo avião.

Embora Trump tenha afirmado que a mudança de avião não teve nada a ver com preocupações de segurança, ele também reiterou, quando questionado por repórteres se preocupações de segurança causaram a mudança nos planos de voo, que ele é “o número 1 na lista de alvos do Irã”.


A mudança de planos não foi motivada por uma ameaça específica, mas influenciada, em parte, por diferenças nas capacidades de segurança das aeronaves, disseram dois funcionários americanos à ABC News.

O jornal The New York Times foi o primeiro a noticiar a recomendação do Serviço Secreto. A Casa Branca não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da ABC News. O Serviço Secreto ainda não se pronunciou.


Quando o presidente finalmente deixou a Turquia no antigo Air Force One para embarcar no novo avião na Inglaterra, os passageiros foram instruídos a manter as janelas abertas durante o voo e, de acordo com os dados de voo, o avião que transportava o presidente só ligou seu rastreador quando estava sobre o Mar Negro, perto de Istambul.

Apesar de continuar insistindo que não havia nenhum problema de segurança que o tivesse levado a trocar de avião para sua partida da Turquia, Trump sugeriu que os passageiros podem ter sido solicitados a manter as persianas das janelas fechadas porque “provavelmente estavam em um voo perigoso”.

“Bem, sim, porque você provavelmente está em um voo perigoso, por causa dos canalhas com quem temos que lidar”, disse Trump, referindo-se ao Irã.

Embora o governo insista que o avião recém-adquirido atende aos requisitos de segurança necessários para transportar o presidente, a rapidez da modernização, que levou cerca de um ano, levantou dúvidas sobre se a aeronave, doada pelo Catar, possui as mesmas medidas de segurança defensiva que o avião antigo.

Muitos dos detalhes da modernização da nova aeronave são considerados confidenciais.

Na terça-feira, um grupo de senadores democratas enviou uma carta ao secretário da Força Aérea, Troy Meink, exigindo transparência da Força Aérea e da L3Harris em relação ao projeto, alegando que o governo está ignorando preocupações de segurança nacional para entregar a Trump um “avião luxuoso para seu deleite pessoal”.

Na carta, os parlamentares alegam que “os americanos merecem respostas sobre como o governo decidiu gastar o dinheiro dos contribuintes — ignorando preocupações reais de segurança nacional — no programa acelerado de adaptação da aeronave VC-25B (conhecido como projeto “Bridge”), contratado à L3Harris; tudo isso para entregar ao presidente Trump um avião sofisticado e luxuoso para seu uso pessoal".

No documento, os parlamentares reclamam que “há mais de um ano, o governo vem obstruindo as solicitações do Congresso por informações sobre o jato de luxo doado pelo Catar ao presidente Trump.”

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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