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Luiz Fara Monteiro

FAA irá certificar cada novo modelo do Boeing 787

Administração Federal de Aviação dos EUA já tinha tomado decisão semelhante com o MAX, motivada em problemas de qualidade no processo de fabricação

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Boeing 787 Dreamliner: certificação individual do FAA
Boeing 787 Dreamliner: certificação individual do FAA Wikimedia Commons

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) informou a Boeing nesta terça-feira (15) que, quando finalmente aprovar a retomada das entregas do 787 Dreamliner, a agência realizará inspeções finais em cada jato recém-construído antes de emitir um certificado de aeronavegabilidade que aprova o avião para transportar passageiros.

A informação é do correspondente do Seattle Times para aviação, Dominic Gates.


Esse poder de emitir esses certificados de aeronavegabilidade individuais é rotineiramente delegado ao fabricante. Mas os problemas de qualidade que afligem o processo de fabricação do 787 levaram a FAA a retirar essa autoridade da Boeing.

“Isso permitirá que a agência confirme a eficácia das medidas que a Boeing adotou para melhorar o processo de fabricação do 787”, disse a FAA em comunicado.


A medida significa que os certificados de aeronavegabilidade do 787 serão emitidos de forma semelhante aos do 737 MAX, que foi proibido de operar em 2019 após dois acidentes graves, sem sobreviventes.

Desde que a FAA aprovou o retorno do MAX ao serviço em dezembro de 2020, após a correção da Boeing no sistema de controle de voo que levou aos acidentes, a FAA inspecionou cada MAX antes da entrega.

Os problemas para o 787 surgiram no outono de 2020 com a descoberta de defeitos de fabricação, incluindo pequenas lacunas nas juntas estruturais que estavam fora das especificações rígidas da Boeing .

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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