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Luiz Fara Monteiro

Sedar pets em viagens aéreas é a melhor forma de reduzir o estresse dos animais?

Especialista alerta que prática deve ser avaliada e que adaptação à caixa de transporte é a principal recomendação para garantir o bem-estar dos animais durante o voo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Sedações podem aumentar riscos respiratórios e cardíacos em pets durante voos.
  • Sedações não são recomendadas para transporte aéreo; preparação prévia é essencial.
  • Adaptação à caixa de transporte e manejo adequado são mais seguros que sedação.
  • Sedações não garantem redução de estresse e podem mascarar sinais de sofrimento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sedação de pets durante viagem deve ser analisada por especialista Reprodução/Pet Friendly

Com o aumento das viagens aéreas envolvendo cães e gatos, cresce também a busca por informações sobre os cuidados necessários para garantir o bem-estar dos animais durante o transporte. Entre os temas que mais geram dúvidas entre tutores está o uso de sedativos antes do embarque.

Embora a sedação ainda seja uma prática considerada em situações específicas, especialistas e entidades internacionais de medicina veterinária e transporte aéreo recomendam cautela, destacando que o procedimento deve ser avaliado caso a caso e sempre com orientação profissional.


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As diretrizes da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), por exemplo, reforçam que a prioridade deve ser a adaptação comportamental do animal e o uso adequado das caixas de transporte, em vez da sedação como medida padrão.

Para esclarecer dúvidas ainda presentes no público, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, separou abaixo os principais fatos e fake news sobre sedação de pets em viagens aéreas.


Fatos

Sedação pode aumentar riscos respiratórios e cardíacos: medicamentos sedativos podem causar depressão do sistema respiratório e cardiovascular, especialmente em ambientes como a cabine ou o porão da aeronave, onde há variações de pressão e estresse adicional.

Pets que necessitam de medicação com efeito sedativo não são considerados aptos para viagens aéreas: especialistas alertam que a sedação não é recomendada para o transporte aéreo de animais. Caso o pet precise de medicamentos que provoquem sonolência ou sedação para conseguir viajar, a condição deve ser reavaliada junto ao médico-veterinário, já que os efeitos podem comprometer a segurança e o bem-estar do animal durante o voo.


Preparação prévia é a principal recomendação: a aclimatação do pet à caixa de transporte, passeios antes do embarque e manejo adequado da alimentação e hidratação são considerados medidas mais seguras e eficazes para reduzir o desconforto durante o voo.

Fake

Sedar o pet é a melhor forma de deixá-lo calmo durante o voo: a sedação não é considerada uma estratégia segura para “acalmar” o animal. Especialistas explicam que o pet pode perder reflexos naturais de proteção, como o equilíbrio e a capacidade de se reposicionar, aumentando o risco de acidentes dentro da caixa de transporte.


Todos os pets devem ser sedados para viajar melhor: a maioria dos veterinários e entidades internacionais não recomenda o uso preventivo de sedativos. Em vez disso, a adaptação gradual à caixa de transporte semanas antes do voo é apontada como a estratégia mais eficaz.

Sedar o animal reduz o estresse da viagem: pesquisas indicam que o transporte aéreo é naturalmente estressante e que a sedação não necessariamente reduz esse estresse de forma eficaz, podendo inclusive mascarar sinais importantes de sofrimento do animal.

“Ainda existem muitas dúvidas em torno da sedação, mas é importante reforçar que essa não deve ser uma decisão automática. Cada caso precisa ser avaliado individualmente por um médico-veterinário, levando em conta o perfil e as condições de saúde do pet. Na maioria das situações, a preparação antecipada, com adaptação à caixa de transporte e manejo adequado antes do voo, já é suficiente para reduzir o estresse e tornar a experiência mais tranquila para o animal e para o tutor”, finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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