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Luiz Fara Monteiro

Piloto da LATAM revela segredo para conciliar maternidade com profissão

Camila Nogueira, mãe da Júlia (7 anos) e Benício (1 ano e 3 meses), acumula 6 mil horas de voo nos céus do Brasil como copiloto da LATAM. Companhia reconhece trabalho das mães que fazem a empresa voar sem fronteiras

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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A paixão pela aviação foi transmitida de pai para filha. O pai de Camila, Sr. Nogueira, era
funcionário de uma companhia aérea
A paixão pela aviação foi transmitida de pai para filha. O pai de Camila, Sr. Nogueira, era funcionário de uma companhia aérea

A construção de uma consolidada rede de apoio e o tempo de qualidade quando está com os filhos são os segredos de Camila Nogueira para conciliar as suas duas paixões: a maternidade e a profissão de piloto de avião. Natural de São Paulo (SP), desde 2011 ela sobrevoa os céus do Brasil como copiloto da LATAM, período em que também realizou o sonho de ser mãe da Júlia (7 anos) e do Benício (1 ano e 3 meses).

A paixão pela aviação foi transmitida de pai para filha. Seu pai, Sr. Nogueira, era


funcionário de uma companhia aérea e sempre a levava ainda criança ao trabalho, fazendo

nascer em Camila um amor pelos céus. "Era aquela criança pentelha que ficava pedindo


para ir à cabine das aeronaves. Assim foi plantada a semente", conta. Mais tarde, ao

terminar o Ensino Médio, decidiu ser comissária de bordo. Realizou os cursos e, em 2005,


foi contratada pela LATAM. No primeiro voo como comissária , percebeu que na verdade o

seu sonho era comandar aeronaves. "Foi quando comecei a investir todo o meu salário na


formação de piloto. Fiz faculdade, fui instrutora de voos em Bragança Paulista ainda

como comissária e, em 2011, fui promovida a copiloto da LATAM".

Como copiloto , Camila opera na LATAM as aeronaves Airbus da família A320 na Ponte

Aérea Rio-São Paulo e, mesmo com escala de trabalho que demanda uma rotina flexível,

não abriu mão do sonho de ser mãe.

Camila é mãe da Júlia e do Benício, e acumula mais de 6 mil horas como copiloto da LATAM
Camila é mãe da Júlia e do Benício, e acumula mais de 6 mil horas como copiloto da LATAM

Com o nascimento de Júlia e Benício, o apego às crianças foi um desafio para retornar ao

trabalho. "Por muitas vezes, pensei em abrir mão da profissão. Se a mulher agir

emocionalmente, ela abre mão da carreira”, admite. Com o tempo, aprendeu a conciliar

as duas paixões, algo benéfico para sua própria autoestima. “Amo ser mãe e também amo

ser piloto. Os primeiros dias longe dos filhos foram como voltar à academia. É difícil, mas

com o tempo aquilo te faz bem. Sou apaixonada por meus filhos, mas o trabalho me

engrandece como mulher. Volto a ser a Camila, não apenas a mãe ou a esposa", explica.

Para conciliar a vida profissional e o cuidado com os filhos, Camila precisou montar uma

rede de apoio flexível conforme a sua escala de voo. "Tenho uma pessoa de extrema

confiança, é meu braço direito. Tem toda uma logística. Quando sai minha escala, faço

uma escala para ela também. E mesmo quando saio de casa, a cabeça não para. Estou

sempre perguntando se as crianças comeram ou se tomaram o remédio. Mesmo distante,

estou sempre perto". O segundo segredo, segundo Camila, está no tempo de qualidade

com os filhos. "Quando estou em casa, evito contato com telefone, levo minha filha para a

escola, ao dentista, ao médico, fico o mais próxima possível”.

Para outras mulheres que querem ser mães e têm medo de abrir mão de suas carreiras,

Camila deixa um conselho. "É preciso cuidar muito da mente e não ser muito emocional. O

maior sofrimento é sair de casa e deixar as crianças chorando. Mas tudo passa, e as

crianças se adaptam melhor do que imaginamos. E reforço a importância da rede de

apoio. É preciso aceitar ajuda, pedir ajuda, entender que você não é uma super heroína

capaz de dar conta de tudo sozinha", aconselha.

Com olhos para o futuro, Camila relaciona seus objetivos profissionais com o crescimento

dos filhos. "Como mãe, meu sonho é que meus filhos sejam felizes, independentemente do

caminho que seguirem, que sejam pessoas de bem. Na profissão, meu objetivo é ser

comandante da Ponte Aérea", finaliza.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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