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Luiz Fara Monteiro

Preço do querosene de aviação acumula alta de 71% e preocupa cias

Somente em outubro, o preço do QAV subiu quase 20%. Insumo corresponde a um terço das despesas do setor

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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ABEAR volta a destacar inflação no preço do querosene de aviação
ABEAR volta a destacar inflação no preço do querosene de aviação

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas fez várias incursões pelos gabinetes do poder em Brasília. 

Seja no Congresso Nacional, seja no poder Executivo, como Casa Civil da Presidência da República ou Ministério da Economia.


Entre as reivindicações estão questões tributárias do já conhecido "custo Brasil", que no caso da aviação, com serviços e insumos dolarizados, traz um efeito ainda mais nefasto.

Por enquanto, a ABEAR só tem ouvido promessas.


Ou, notícias e constatações que em nada ajuda o setor, pelo contrário.

Nesta quarta-feira (01), a Associação Brasileira das Empresas Aéreas voltou a colocar a boca no trombone para chamar atenção de um calo enorme para a aviação.


A entidade destacou a pressão sobre o setor com o aumento de custos que têm impacto direto na operação das companhias aéreas. O preço do querosene de aviação (QAV), que historicamente corresponde a um terço das despesas do setor, acumula em 2021, entre janeiro e outubro, uma alta de 71,1%. Somente no mês de outubro, o preço do QAV subiu quase 20%.

O aumento no acumulado no ano supera o dos dois combustíveis mais comercializados no país, a gasolina e o diesel, que apresentaram altas de 44,8% e 57,1%, respectivamente, entre janeiro e outubro. O impacto do aumento no combustível se soma aos seguidos recordes de cotação do dólar frente ao real, uma vez que cerca de 51% dos custos das companhias aéreas são indexados pela moeda norte-americana, incluindo itens como arredamento de aeronaves, seguros e manutenção.


“A alta do QAV em 2021 ilustra a pressão que os custos operacionais estão exercendo sobre as companhias aéreas. Em um momento de recuperação da pior crise da história da aviação, este índice expressivo se apresenta como um grande desafio para uma retomada sustentável”, afirmou o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz.

O titular da Secretaria de Avicação Civil, Ronei Glanzmann, em entrevista exclusiva a este blog, defendeu as reinvindicações do setor. 

A combinação de fatores como a inflação do querosene de aviação e a proliferação da variante Ômicron deixa a companhias aéreas muito apreensivas. 

Elas entram no mês de dezembro ainda sem saber se terão um Feliz Natal.

Quem dirá, um próspero Ano Novo.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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