"Queremos ser mais que aeroportos", diz CEO da Zurich Airport Brasil
Para Ricardo Gesse, aeroportos serão os grandes centros de serviços do futuro das cidades. Concessionária administra aeroportos de Florianópolis, Macaé e Vitória
Luiz Fara Monteiro|Do R7

Para o CEO da Zurich Airport Brasil, Ricardo Gesse, os “aeroportos serão os grandes centros de serviços do futuro das cidades”, e sua concessionária, que controla a 100% a gestão dos aeroportos de Florianópolis, Macaé e Vitória, está se preparando para isso: “Temos a convicção de ser mais que aeroportos”, diz à Airport News o executivo que está em Florianópolis desde o início da administração privada do aeroporto, primeiro, como diretor de Operações e, mais tarde, como diretor Geral.
Ricardo explica que, nessa linha estratégica, a Zurich trabalha pensando nas oportunidades de diversificação de receitas, com novos produtos de estacionamento, mais serviços nos aeroportos e a consolidação do Boulevard 14/32 (Aeroporto de Florianópolis) como um espaço de eventos.
Formado em Economia com especializações na área de Marketing, Gestão de Qualidade e Processos, Ricardo Gesse tem longa experiência no setor da aviação, onde exerceu a liderança em companhias aéreas e aeroportos, tendo sido responsável pelo complexo processo de transferência operacional do antigo para o novo terminal internacional de passageiros da capital catarinense. E o trabalho dá mostras de sucesso, já que, sob a sua gestão, o Aeroporto Internacional de Florianópolis é, por três vezes consecutivas, o melhor do Brasil, enquanto o de Vitória, o segundo, de acordo com pesquisa do próprio governo Federal feita entre os 20 maiores terminais do país.
Maio supera movimento pré-pandemia
Florianópolis fechou maio com um movimento, pela primeira vez, maior que o período pré-pandemia, atingindo um dos objetivos que a concessionária estabeleceu para futuro próximo. Mas o desafio não está vencido ainda, segundo o próprio Ricardo: “Precisamos avançar mais neste tema. Temos uma pista para construir em Macaé, no menor tempo possível, para impactar minimamente os voos comerciais. Além disso, devemos contribuir para a preservação de recursos naturais, com a ampliação dos nossos programas de gerenciamento do uso de água, de energia, na gestão de resíduos e no mapeamento e diminuição da nossa pegada de carbono”, afirma.
Outro desafio é o controle de custos e o aumento de eficiência: “A Zurich Airport Brasil fez um trabalho dedicado e detalhado no controle de custos e na melhoria de sua eficiência operacional em função da crise do coronavírus. Isso nos permitiu sair da fase crítica da pandemia com uma solidez financeira consistente. De agora em diante, temos como desafio manter este controle, o que, em parte, eu vejo como já interiorizado e parte da cultura da nossa empresa”.
Para o futuro, Gesse está otimista. “Nosso planejamento demonstra boas perspectivas de crescimento na operação offshore em Macaé e no terminal internacional de cargas de Florianópolis. O potencial de real estate em Vitória é avaliado como o melhor do país, e a internacionalização do aeroporto de Florianópolis já é uma realidade, com apontamento real de expansão para os próximos anos”.















