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Consórcio rural amplia espaço diante do crédito mais caro

Modalidade registra crescimento nas adesões e se consolida como alternativa para aquisição de máquinas, implementos e veículos pesados

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Produtores apostam em consórcio para ampliar investimentos no agro Foto cedida: Maestria

Em um cenário marcado por maior cautela nos investimentos produtores têm buscado alternativas que ofereçam previsibilidade e menor pressão sobre o caixa.

A aquisição de tratores, implementos, colheitadeiras e veículos pesados deixou de representar apenas uma compra operacional para se tornar parte de uma estratégia de crescimento de médio e longo prazo.


Os números ajudam a explicar esse movimento. O Sistema de Consórcios registrou crescimento de 12,2% nas vendas de cotas no primeiro trimestre de 2026, alcançando 1,38 milhão de adesões. No mesmo período, os créditos comercializados somaram R$ 129,16 bilhões, avanço de 22,6% em relação ao ano anterior.

No segmento de veículos pesados — diretamente ligado à dinâmica do agronegócio e da logística — o desempenho também apresentou sinais de avanço. Os créditos disponibilizados cresceram 8,7%, enquanto a base de participantes ativos ultrapassou 905 mil consorciados.


Cléber Gomes, CEO e sócio-fundador da Maestria Foto cedida: Maestria

“Essa alta se dá exatamente pela facilidade de pagamento com essa modalidade. Quem compra pelo banco, têm até 60 meses para pagar. No consórcio, o pagamento pode ser feito em até 180 meses, ou seja, 15 anos para pagar. É por isso que cada vez mais pessoas do campo têm buscado essa alternativa, ainda mais em um momento em que o crédito está caro e difícil de obter”, explicou Cléber Gomes, CEO e sócio-fundador da Maestria.

Além do custo financeiro, o planejamento passou a ocupar espaço cada vez mais relevante na rotina das propriedades rurais. O controle do fluxo de caixa e a previsibilidade dos investimentos vêm se tornando fatores determinantes para decisões ligadas à expansão e renovação de equipamentos.


“O produtor rural está cada vez mais consciente da importância do planejamento financeiro e da gestão do fluxo de caixa. Essa modalidade permite que ele programe a compra de um trator, colheitadeira ou implemento sem precisar se endividar com juros altos, o que garante mais previsibilidade e segurança para o negócio”, afirmou Gomes.

Em um setor que exige ganhos constantes de eficiência e investimentos frequentes em tecnologia, o acesso a ferramentas financeiras mais alinhadas ao planejamento da atividade tende a ganhar ainda mais relevância. Mais do que uma alternativa de compra, o consórcio rural passa a ocupar espaço dentro da estratégia de crescimento e sustentabilidade financeira no campo.


“Muitos produtores têm usado o consórcio como uma forma de poupança programada, que, além de proteger o capital, viabiliza a expansão da produção com custos menores. É uma estratégia inteligente de modernização e sustentabilidade financeira no agronegócio”, finalizou Gomes.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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