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Itália amplia estratégia para crescer no mercado brasileiro de vinhos

Participação na Wine South America reuniu 32 empresas, apresentou cerca de 300 rótulos e reforçou a busca por novos negócios

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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A Italian Trade Agency levou 32 delegações de 14 vinícolas para a WSA Foto cedida: Mari Kowalski

A participação da Itália na Wine South America (WSA), realizada em Bento Gonçalves (RS), reforçou a estratégia do país de ampliar sua presença no mercado brasileiro por meio da aproximação com importadores, distribuidores e profissionais do setor.


“Uma característica do brasileiro é ser muito curioso, buscar novidades e conhecer novos produtos. E, se o brasileiro gosta de novidade, o italiano tem muito a oferecer. Esse patrimônio não existe em nenhum outro lugar”, comentou Ronaldo Padovani, analista sênior da Italian Trade Agency (ITA).

Organizada pela ITA/ICE, agência responsável pela promoção de produtos, serviços e tecnologias italianas no exterior, a participação ganhou maior dimensão nesta edição.


“Este ano marca o centenário da agência, e nosso trabalho é apoiar as empresas italianas. É muito importante estar presente na Wine South America. Este é um setor em que a Itália já possui presença, mas ainda há espaço para crescer”, afirmou Francesca Galli, vice-diretora da ITA.


Pavilhão italiano contou com 32 empresas Foto cedida: Mari Kowalski

O pavilhão italiano contou com 32 empresas, crescimento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior, e apresentou cerca de 300 rótulos de diferentes regiões produtoras. A iniciativa reuniu empresas, promoveu novos contatos comerciais e destacou a diversidade da produção vinícola italiana.


“A Itália é o maior produtor e exportador de vinhos do mundo. Possui o maior número de uvas autóctones; fala-se em cerca de 600 variedades destinadas à produção de vinhos, e é esse patrimônio que trazemos”, comentou Padovani.

Segundo ele, a diversidade da produção está presente em todas as regiões do país e também nas diferentes características geográficas de cultivo.

“Todas as 20 regiões italianas produzem vinhos, desde áreas próximas ao litoral até montanhas e encostas das mais difíceis possíveis. Em alguns casos, por conta dessas características geográficas, os vinhos são produzidos e colhidos manualmente, sem o uso de máquinas, sobretudo no Trentino”, acrescentou .

A diversidade da produção italiana também aparece na variedade de perfis e faixas de preço disponíveis no mercado.

“Você encontra desde vinhos de entrada, vendidos em supermercados por cerca de 2 euros, até rótulos de tiragem mais limitada, com valores a partir de 40 euros.,” explicou.

Além da variedade de produtos, o comportamento do consumidor também vem apresentando mudanças nos últimos anos, com maior interesse por vinhos de valor agregado.

“Os produtos de entrada vêm apresentando uma tendência de queda ao longo dos anos, enquanto os de maior valor agregado mostram o movimento contrário, com tendência de crescimento. A Itália compete mais no segmento de média e alta gama. Temos investido cada vez mais em ações para trazer compradores e aproximá-los das vinícolas italianas,” finalizou Padovani.

Ronaldo Padovani, da Italian Trade Agency Foto cedida: Mari Kowalski

Além da exposição de rótulos, a programação também contou com masterclasses e ações voltadas à aproximação comercial. O Mundo Agro participou de uma delas, voltada aos vinhos de uvas autóctones, conduzida pelo professor e sommelier Marcelo Vargas.

Masterclass da Italian Trade Agency com vinhos feitos com uvas autóctones Foto cedida: Mari Kowalski

Na WSA, cerca de 80% das empresas italianas ainda não possuíam importadores no Brasil, o que abre espaço para novas oportunidades de negócios. Nos últimos anos, a ITA/ICE tem intensificado ações para aproximar empresas italianas do mercado brasileiro, promovendo a participação em feiras, encontros comerciais e iniciativas voltadas ao setor.

A expectativa do setor também envolve possíveis impactos positivos de acordos comerciais para ampliar a presença dos rótulos italianos no país.

“O acordo entre Mercosul e União Europeia pode representar uma oportunidade importante para ampliar a presença dos vinhos italianos no Brasil,” disse Galli.

*Fabi Gennarini viajou à convite da Wine South America

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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