Experiência une história familiar, terroir e a identidade do Vale dos Vinhedos no RS
Da herança italiana às harmonizações, da expedição do campo à taça: Pizzato é experiência, tradição e sentimento

O ano era 1880 quando Antonio Pizzato, imigrante italiano vindo da região de Vicenza, no Vêneto, chegou a Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
Desde então, a família passou a cultivar vinhas e elaborar vinhos em pequenas quantidades. Naquela época, a produção era baseada principalmente na uva Bonarda, introduzida pelos imigrantes italianos que ajudaram a moldar a vitivinicultura da região.
O legado seguiu com Giovanni, um dos filhos de Antonio, que recebeu treinamento com vitivinicultores franceses e italianos para contribuir com o desenvolvimento das uvas finas (Vitis vinifera) no Brasil.
E, geração após geração, a história continuou com Plínio Pizzato e seus filhos Flavio, Flávia, Jane e Ivo (in memoriam).
Hoje, a Pizzato Vinhas e Vinhos possui 55 hectares de vinhedos — 35 hectares no Vale dos Vinhedos e outros 22 em Doutor Fausto — e produz cerca de 30 rótulos das marcas Pizzato, Fausto e Allumé, distribuídos para todo o Brasil e mais de dez países.
Durante a Wine South America, a vinícola apresentou novidades, entre elas um novo espumante e um vinho tinto de alta gama.
Mas visitar a Pizzato é muito mais do que conhecer vinhos. É viver uma experiência que passa pela história da família, pelos vinhedos, pelos diferentes estilos de vinificação, pelos processos de maturação e por uma hospitalidade que transforma a visita em memória.

Uma das experiências foi a mini vertical do Pizzato LEGNO Chardonnay D.O.V.V., uma verdadeira jornada por aromas e sabores. O diferencial está nas barricas de carvalho, que conferem características distintas a cada safra.
A degustação começou pelo Pizzato LEGNO Chardonnay 2014 D.O.V.V., maturado durante 12 meses em barricas de primeiro, segundo e terceiro usos; seguiu com o 2017 D.O.V.V, com 11 meses de barrica; o 2018 D.O.V.V, com dez meses; o 2021 D.O.V.V, com dez meses e meio; e o 2024 D.O.V.V, com 14 meses de maturação.
As harmonizações, realizadas desde 2013, valorizam produtos locais como queijos, embutidos e ingredientes regionais, em experiências que incluem degustações verticais e horizontais, ampliando a conexão entre vinho, território e gastronomia.
E por falar em gastronomia... a visita à Pizzato ainda rendeu o reconhecimento do grupo do Projeto Imagem da Wine South America como a melhor experiência gastronômica da viagem.
O almoço harmonizado preparado pelos chefs Carol, mineira, e Ferla, gaúcho, do projeto Um Trem Tri, foi daqueles encontros que acolhem pela mesa.

No couvert, biscoito de polvilho, broa de milho, queijo brie com compota de uva branca, terrine de porco com mostarda, chutney de goiabada e manteiga de ervas, harmonizados com Pizzato Brut Blanc de Blancs D.O.V.V.
Na entrada, um requeijão cremoso do Um Trem, acompanhado de tomates gaúchos, azeite verde, pesto de manjericão e focaccia, servido com Allumé Sauvignon Blanc.

O prato principal ainda faz salivar: costela bovina cozida lentamente em baixa temperatura, molho demi-glace, aligot de aipim, legumes salteados, PANCs e farofa de alho, harmonizados com Fausto Verve Gran Reserva.

E, para encerrar esse presente dos deuses, uma Torta Basca à base de queijo fresco, calda de doce de leite, crocante de paçoca e flor de sal, acompanhada de Magnólia Uvas Moscatel.
Porque no Vale dos Vinhedos, algumas experiências não terminam na última taça e nem com 9 rótulos apreciados— elas permanecem na memória.

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*A jornalista Fabi Gennarini viajou à convite da Wine Souh America*
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