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Fipan 2025 reforça tradição e inovação da pizza artesanal

Maior campeonato da América Latina traz debate sobre fermentação natural e mercado brasileiro

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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FIPAN 2025 reforça tradição e inovação da pizza artesanal Foto cedida: Instituto ConPizza

Durante a Fipan 2025, que acontece entre 22 e 25 de julho no Expo Center Norte, em São Paulo, um dos espaços mais aguardados será novamente o Fipan Pizza — palco de campeonatos, demonstrações e experiências voltadas ao universo da pizza artesanal.

“A fermentação natural não é apenas uma tendência, é uma revolução no modo de fazer e consumir pão. E a Fipan, como maior feira de panificação da América Latina, tem o compromisso de colocar esse conhecimento na mão de quem transforma farinha em arte”, disse Rui Gonçalves, presidente do Sampapão, entidade realizadora da Fipan.

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Nesta entrevista ao Mundo Agro, Carlos Zoppetti, diretor do Instituto ConPizza e coordenador do Campionato Mondiale della Pizza – Selections São Paulo, compartilhou sua visão sobre o crescimento da pizza napolitana no Brasil, os desafios técnicos da fermentação natural em larga escala e o novo papel da pizza como protagonista em encontros gastronômicos.

Carlos Zoppetti, diretor do Instituto ConPizza e coordenador do Campionato Mondiale della Pizza – Selections São Paulo Foto cedida: Carlos Zoppetti

Mundo Agro: A fermentação natural é característica da verdadeira pizza napoletana. E esse tipo de pizza ganha a cada dia mais espaço aqui no Brasil. Mas não agrada a todos, já que uma pizza como essa não consegue segurar todo aquele recheio que geralmente todos colocam. Qual a sua opinião sobre? É um mercado, segmento em crescimento, não?

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Carlos Zoppetti: Primeiro, a fermentação natural não é tão comum e nem obrigatória por não fazer parte do ‘disciplinari’ (livro de regras de como fazer a pizza Napolitana criada pela AVPN) na pizza Napolitana, e sim a fermentação biológica, principalmente aqui no Brasil. Outra coisa, a pizza no mundo inteiro tem atualmente uma nova condição: a de ser uma refeição e não um lanche oportuno. Então ela precisa ser equilibrada em termos de cobertura e não recheio, rsrs. Porém, a pizza Napolitana não pode ser encarada assim porque é um outro estilo de pizza e, se alguém tiver proposto a fazer a pizza Napolitana, tem que fazê-la desde a escolha dos ingredientes, passando pela batida de massa e produção da pizza. É um mercado em crescimento porque se trata de um produto com muita história, aprovado pela maioria que a consome e derruba muitas fronteiras em todo o mundo da gastronomia.

Mundo Agro: Quais critérios foram utilizados para selecionar os participantes do Campionato Mondiale della Pizza – Selections São Paulo?

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Carlos Zoppetti: Na verdade, a inscrição não tem pré-requisitos, mas todos sabem que é uma competição que repercute, e não se sair bem pode não ajudar na carreira. Com isso, o preparo e treinamento são levados a sério e, com isso, o resultado é sempre muito justo. A Fipan se preocupa e quer elevar o profissionalismo do setor, e por isso o campeonato realizado no evento tem como base a educação e aprimoramento dos pizzaiolos. Este ano mesmo, teremos presença internacional para mostrar o talento nacional ao mundo. O propósito da Fipan é realmente mostrar que o Brasil tem talento de sobra e devemos não só respeitar como ter muito orgulho dos pizzaiolos brasileiros.

Mundo Agro: Quais são os principais desafios de trabalhar com Levain em larga escala?

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Carlos Zoppetti: Bom, trabalhar com Levain não é fácil porque exige, além de muita informação técnica, muita disciplina também. E os resultados têm reflexos explícitos no produto; qualquer falha compromete a qualidade e principalmente o padrão.

Mundo Agro: Qual é a sua pizza preferida e quantas vezes você come na semana?

Carlos Zoppetti: A minha preferida é a pizza boa. Feita com muita paixão, produtos de qualidade (não caros) e bem equilibrada em relação aos ingredientes da cobertura, sem esquecer do frescor.

Mundo Agro: O que esperar desse campeonato da pizza?

Carlos Zoppetti: Espero que ele seja igual às edições anteriores: um sucesso, transparente, justo e, principalmente, que o processo traga muita evolução para os pizzaiolos. Aliás, esse é o nosso principal desejo e satisfação.

Mundo Agro: O que explica esse boom de aulas de pizza com fermentação natural, a original pizza napoletana e avanço de fornos para as pessoas fazerem em casa? A pizza pode virar um churrasco de amigos em breve?

Carlos Zoppetti: Não apenas a fermentação natural, mas a fermentação longa foi reconhecida como uma das principais características de um alimento bem elaborado. Há pouco tempo, os pizzaiolos e consumidores não tinham informações tão relevantes em relação ao processo, e muitas pizzarias não praticam a fermentação de uma maneira correta, já que o processo químico mas natural leva em média de 8 a 10 horas, dependendo muito da temperatura e hidratação. E a prática de muitas pizzarias ainda é usar a massa com menos de duas horas da sua produção, um verdadeiro equívoco. Isso mesmo, a Pizzada virou o entretenimento de muitas pessoas. O pizzaiolo, o grande artista, é responsável pelo andamento do evento.

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