O cacau e a floresta: uma parceria que atravessa gerações
Na Fazenda Guarani, Ana Cláudia Rigoni transforma o legado familiar em uma trajetória marcada por qualidade e inovação
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A relação da família Rigoni com o cacau atravessou gerações e continua presente na Fazenda Guarani, em Linhares, no Espírito Santo. O pai, Laurito Rigoni, era apaixonado por cacau. Tanto que decidiu cursar Agronomia para entender melhor a cultura que já fazia parte da sua vida.
“Eu sempre gostei do cacau. Mas eu queria fazer Medicina. E fiz. Quando me especializei em Nutrologia, meu professor falou: ‘Olha, a fruta que tem maior poder antioxidante do mundo é o cacau. E a segunda é o açaí’”, contou Ana Cláudia Rigoni.
Foi um incentivo para se aproximar ainda mais de uma cultura que já fazia parte de sua história. “O cacau faz bem para o cérebro, para a digestão, tem ação anti-inflamatória e muitos outros benefícios”, pontuou.
O legado recebido da família ganhou um caminho próprio, construído sobre conhecimento, qualidade e busca por novas formas de produzir. “É uma história muito bonita, um legado que eu vou passar para meus filhos”, disse.

Os resultados ajudam a contar essa trajetória. Em 2020, a Fazenda Guarani conquistou o primeiro lugar no Concurso Nacional de Qualidade do Cacau, na categoria Cacau Varietal Especial.
No ano seguinte, o cacau produzido na propriedade esteve associado a um chocolate que conquistou medalha de prata no International Chocolate Awards, em Paris. Em 2022, veio outro reconhecimento nacional, com o terceiro lugar no concurso de qualidade.
No Espírito Santo, a propriedade também passou a se destacar. Foi vice-campeã em 2023 e campeã em 2024 no Concurso de Qualidade de Amêndoas de Cacau Capixaba. Em 2025, voltou ao primeiro lugar na categoria Linhares e conquistou também o Destaque Estadual.
Ana Cláudia também foi reconhecida com o Prêmio Garoto Cacau de Qualidade.

Agora, a propriedade começa a ampliar sua atuação. Parte da área destinada ao cultivo de pimenta orgânica será voltada à exportação para a Alemanha.
No cacau, os próximos passos apontam para a busca por alternativas mais naturais de manejo. Ana Cláudia pretende instalar um biorreator com fungos e bactérias para auxiliar no controle de pragas e reduzir a dependência de métodos convencionais.
Depois de conhecer Ana, seus filhos Angelita e Bernardo e a história da Fazenda Guarani, ficou ainda mais claro para mim que, ao abrir uma caixa de bombons, também estamos diante de uma cadeia que começa muito antes do chocolate chegar à prateleira. Começa no campo, nas mãos de quem cultiva, cuida, colhe e transforma o cacau em uma matéria-prima de qualidade.
*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Neslté*
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