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Tomate enfrenta mudanças no clima, e campo busca novas formas de adaptação

Principal polo produtor do país busca adaptar genética, manejo e práticas agrícolas para reduzir os impactos sobre produtividade

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O clima irregular, com chuvas imprevisíveis e temperaturas atípicas, afeta o cultivo de tomates em Goiás, principal produtor do Brasil.
  • Produtores buscam desenvolver variedades de tomates mais resilientes às mudanças climáticas por meio de melhoramento genético.
  • Práticas de manejo do solo, como promover estresse hídrico inicial, são adotadas para fortalecer o sistema radicular das plantas.
  • A estratégia de adaptação inclui a formação de comitês de hibridização e práticas de agricultura regenerativa para enfrentar as mudanças climáticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Genética, solo e manejo ajudam tomate a enfrentar extremos climáticos Foto: Arquivo pessoal

O clima mudou — e o campo precisou acompanhar. Chuvas mais irregulares, períodos de estiagem, calor intenso e mudanças de temperatura ao longo do ciclo da cultura passaram a interferir no desenvolvimento dos tomates e no momento da colheita.

Goiás é o maior produtor de tomate do Brasil. Por ser uma região estratégica para o cultivo destinado à indústria de processamento de molhos, ketchup e extratos, produtores e especialistas buscam antecipar os efeitos das mudanças climáticas e reduzir seus impactos sobre a produtividade e a qualidade dos frutos.

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“Este ano, estamos vendo chuvas em períodos que não estavam previstos e climas mais frios em épocas em que historicamente isso não acontecia”, disse Lucas Paschoal, diretor de agricultura da Kraft Heinz Brasil.

O desenvolvimento de híbridos passou a considerar não apenas produtividade e qualidade, mas também a capacidade de adaptação às condições climáticas.

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“O melhoramento genético é um processo longo. A companhia está sempre buscando melhorar a qualidade do tomate e desenvolver variedades mais resilientes, mais preparadas para as mudanças climáticas”, afirmou.

O manejo do solo também ganhou importância. Uma das estratégias adotadas é estimular o desenvolvimento de raízes mais profundas, para que a planta consiga acessar água e nutrientes durante os períodos mais críticos da safra.

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“No período inicial do plantio, temos uma estratégia de promover intencionalmente um estresse hídrico para que a planta desenvolva raízes mais profundas. Assim, nos períodos mais críticos da safra, ela estará mais preparada”, explicou.

Um novo clima desafia a produção de tomate Foto: Arquivo pessoal

A seleção dos híbridos, por sua vez, envolve diferentes áreas da empresa. A decisão leva em conta características agronômicas, qualidade, produtividade e eficiência industrial.

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“A cada safra, criamos um comitê de híbridos. Além de analisarmos todos os aspectos de uma planta mais preparada e robusta, olhamos também para qualidade, eficiência industrial e produtividade”, disse Lucas.

A estratégia é construir um sistema produtivo capaz de responder às mudanças climáticas sem depender de uma única solução. Entre as iniciativas estão também práticas de agricultura regenerativa, como rotação de culturas e manejo integrado de pragas.

*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Kraft Heinz Brasil

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