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Homem invade farmácia, atira 12 vezes contra ex-namorada e foge calmamente

Imagens de segurança mostram criminoso deixando o local, após ação aparentemente planejada; estado de saúde da vítima é delicado

Na Veia|Grace AbdouOpens in new window

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Paulo deixa a farmácia caminhando calmamente após tentar matar a ex a Reprodução/PM

A vítima é Vitória, de 29 anos. Ela e Paulo mantiveram um relacionamento por três anos, mas estavam separados há três meses. O término aconteceu após a jovem desconfiar de que estava sendo traída e não suportar mais o contexto de violência patrimonial.

Segundo Fabiana, dona da farmácia e patroa de Vitória, a jovem arcava sozinha com todas as despesas da casa, enquanto Paulo — que trabalha como funileiro e motorista de aplicativo — não contribuía com nada.


No dia do crime, Vitória havia recém-chegado ao trabalho, quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Paulo entrou no local carregando um galão de material inflamável e uma arma de fogo.

Vitória, que aguarda cirurgia após ter sido ferida Reprodução/PM

Segundo a prima da vítima, que testemunhou a cena, o agressor chegou alegando que havia sido “humilhado” com o fim do relacionamento e ameaçou: se ela não reatasse, seria morta.


Vitória correu para se proteger no banheiro da farmácia. Em uma tentativa desolada de conter o agressor, a prima da jovem chegou a entrar na frente de Paulo e empurrá-lo, mas ele passou a disparar.

Ao todo, foram 12 tiros, que espalharam marcas pela farmácia, na porta e azulejo do banheiro em que Vitória tentou se esconder, e embalagens de medicamentos.


Um dos disparos atingiu Vitória no braço. A bala se alojou entre o pulmão e o coração dela, que aguarda consciente por uma delicada cirurgia, segundo os médicos.

O ataque na farmácia foi o ápice de um histórico de perseguição (stalking) que se intensificou desde a separação.

Paulo, que é procurado pela polícia Reprodução/PM

Segundo relatos da patroa, Paulo monitorava os passos de Vitória de forma obsessiva: ele costumava segui-la até a academia, à igreja e permanecia de plantão na porta do trabalho dela, mesmo trabalhando em uma região distante.

Com medo das ameaças constantes, Vitória vinha evitando dormir na própria casa e recebia abrigo de parentes. A perseguição, no entanto, estendia-se a toda a família.

A prima relatou que Paulo procurava parentes com frequência para pressioná-los a “fazer a cabeça” de Vitória para que o casal voltasse, chegando a coagir inclusive a avó da vítima.

A Polícia Civil realiza buscas para localizar Paulo. Ele responde por tentativa de feminicídio. A investigação apura se o crime foi premeditado, considerando o transporte prévio do combustível, o monitoramento dos horários da vítima e a quantidade de munição utilizada.

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