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Diarista investigada por furtos em mansões em SP trocava dinheiro das vítimas por notas falsas, diz polícia

Segundo a Polícia Civil, a suspeita tinha acesso às residências em Alphaville por meio de uma empresa de diaristas

Na Veia|Grace AbdouOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Diarista investigada por furtos em residências de Alphaville, SP, com pelo menos 20 vítimas identificadas até o momento.
  • Suspeita utilizava empresa de diaristas para acessar residências e trocar dinheiro verdadeiro por notas falsas.
  • Investigações focam em identificar objetos furtados e reunir imagens que comprovem as ações da suspeita.
  • Polícia investiga possível relação entre a suspeita e a empresa de diaristas, mas não há indícios de envolvimento da empresa nos crimes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Joias, dinheiro falso, simulacro de arma de fogo e outros materiais foram encontrados durante cumprimento de mandado na casa da investigada Polícia Civil/Material obtido pelo Na Veia

Uma mulher que trabalhava como diarista é investigada pela Polícia Civil por uma série de furtos dentro de residências de alto padrão de Alphaville, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Segundo informações oficiais obtidas com exclusividade pelo Na Veia, a apuração policial já aponta pelo menos 20 possíveis vítimas.

A suspeita foi levada à delegacia nesta sexta-feira (25), enquanto investigadores realizavam diligências para reunir imagens, identificar bens e dimensionar o real número de pessoas que podem ter sido vítimas.

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O que chama a atenção dos investigadores é a forma como os crimes teriam sido praticados.

De acordo com a apuração da Polícia Civil, a mulher conseguia entrar nas residências para trabalhar como diarista por intermédio de uma empresa que prestava esse tipo de serviço.

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Uma vez dentro dos imóveis, ela teria aproveitado a relação de confiança e o acesso aos ambientes para observar dinheiro, joias e outros bens.

A investigação aponta para um método ainda mais elaborado. Segundo a Polícia Civil, a suspeita pesquisava o valor dos objetos existentes dentro das casas para identificar quais eram os mais valiosos. A partir dessa avaliação, escolheria o que levar.

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A estratégia permitiria, segundo a linha investigativa, retirar bens de maior valor sem necessariamente esvaziar os imóveis ou provocar imediatamente uma situação que chamasse a atenção dos moradores.

Agora, os policiais tentam identificar objetos e reunir imagens que possam ajudar a reconstruir a sequência das ações.

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Outro ponto considerado importante na investigação é a suspeita envolvendo dinheiro falso encontrado com a suspeita. O cumprimento do mandado de busca na casa da investigada trouxe novos elementos para a investigação.

Segundo a equipe da Polícia Civil de Santana de Parnaíba, ouvida pelo Na Veia, foram encontradas diversas joias, grande quantidade de dinheiro falso, um simulacro de arma de fogo e uma ampola de medicamento controlado.

O medicamento, de acordo com o policial, teria sido furtado da residência de uma médica, uma das vítimas já identificadas na investigação.

A apreensão de dinheiro falso também reforçou uma das linhas investigadas pela Polícia Civil sobre o método utilizado nos furtos. Ao analisar boletins de ocorrência anteriores, os policiais encontraram relatos nos quais a suspeita teria levado cédulas falsas para as residências e trocado o dinheiro verdadeiro das vítimas pelas notas sem valor.

A estratégia poderia fazer com que o desaparecimento do dinheiro demorasse mais tempo para ser percebido. A extensão dessa prática e os valores envolvidos em cada ocorrência ainda são objeto de investigação.

Suspeita pesquisava o preço dos objetos antes de decidir o que levar

A análise do celular apreendido revelou outro elemento que agora deverá ser investigado. Segundo a Polícia Civil, foram encontradas no aparelho fotografias de diversos cartões de crédito, aparentemente em nomes diferentes.

A suspeita dos investigadores é de que os cartões pertençam a vítimas e que as imagens pudessem ser utilizadas posteriormente para a realização de compras. O policial civil relata que as fotografias continham informações dos cartões, inclusive dados que poderiam ser empregados em transações.

Essa possível utilização ainda deverá ser confrontada com extratos, registros de compras e relatos dos titulares dos cartões.

Os objetos apreendidos e os dados obtidos nos dispositivos eletrônicos serão utilizados pela Polícia Civil para tentar identificar novas vítimas e relacionar os diferentes episódios investigados.

A dimensão do caso também está sendo levantada pela Polícia Civil. A apuração aponta, até o momento, para pelo menos 20 possíveis vítimas, mas o número poderá mudar à medida que os investigadores cruzarem informações e novas pessoas forem identificadas.

Uma das vítimas mencionadas pela Polícia Civil é uma médica que vive em Alphaville. Ela esteve na delegacia enquanto o caso era apurado nesta sexta-feira.

Os investigadores também buscam imagens e registros que possam comprovar a atuação da suspeita nas diferentes residências.

As redes sociais da mulher também passaram a interessar aos investigadores. Segundo relato policial obtido pela reportagem, existe um vídeo publicado no Instagram no qual ela aparece com uma grande quantidade de dinheiro.

O material poderá ser analisado no contexto da investigação, juntamente com imagens, depoimentos e demais elementos reunidos pela Polícia Civil. A existência da publicação, isoladamente, não comprova a origem do dinheiro exibido.

A Polícia Civil trabalha agora para estabelecer por quanto tempo a mulher teria agido, quais residências foram acessadas por ela e quais bens teriam desaparecido.

Outro ponto relevante será determinar a relação entre a suspeita e a empresa de diaristas por meio da qual, segundo a investigação, ela conseguia acesso às residências.

Até o momento, não há indicação nas informações obtidas pelo Na Veia de que a empresa tivesse conhecimento ou participação nos supostos crimes.

A investigação também deverá confrontar os relatos das vítimas com registros de entrada nos condomínios, imagens de câmeras de segurança e outros elementos que possam estabelecer a passagem da suspeita pelos imóveis.

A ocorrência ainda está em andamento nesta sexta-feira. A Polícia Civil continua trabalhando para dimensionar o caso e identificar todas as possíveis vítimas.

O Na Veia acompanha a investigação com exclusividade e atualizará esta reportagem assim que novos elementos forem confirmados.

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