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Quarta Instância

Após anos de críticas e embates ao STF, defesa de Daniel Silveira deixa caso

Paulo Faria sempre fez petições nas quais ofendia Alexandre de Moraes, relator de processos envolvendo Silveira

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Advogado de Daniel Silveira, Paulo Faria, renunciou à defesa do ex-deputado.
  • Faria frequentemente criticou o ministro Alexandre de Moraes em suas petições.
  • Em 2022, Silveira foi impedido de entrar no STF por falta de comprovante de vacinação.
  • Moraes já aplicou multas ao advogado por abusos e litigância excessiva.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Advogado de Daniel Silveira fazia petições ofendendo o ministro Alexandre de Moraes Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O advogado Paulo Faria, que atuava em favor do ex-deputado Daniel Silveira, deixou a defesa dele nesta segunda-feira (9). Faria sempre fez petições nas quais ofendia o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos do ex-parlamentar no STF (Supremo Tribunal Federal).

Na petição feita para informar que deixou de ser advogado de Silveira, Faria chama Moraes de “magnânimo ditador” e termina com “aos incautos curiosos e aqueles que comemoram: MISSÃO CUMPRIDA!”


“Tendo em vista o exaurimento do trabalho deste advogado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, também por razões ligadas à sua saúde, e questões de foro íntimo, comunica ao magnânimo ditador que renuncia ao mandato conferido pelo perseguido político acima indicado, requerendo a exclusão do seu nome da capa virtual dos autos”, disse.

Em um dos pedidos feitos ao longo da atuação em favor de Silveira, o advogado falou que Moraes apresentava “justificativas estapafúrdias, mentirosas e covardes, em claro ato de constrangimento”.


Em 2022, Faria foi impedido de entrar no plenário do STF por não apresentar um comprovante de vacina contra a Covid-19.

No mesmo ano, Moraes multou Faria em R$ 2.000. Para o ministro, o advogado abusou “do direito de recorrer”.


Em 2025, o ministro do STF cogitou aplicar multa à defesa do ex-deputado por litigância excessiva — em dez dias, Faria entregou 12 pedidos para que a liberdade condicional de Silveira fosse restaurada.

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