Após anos de críticas e embates ao STF, defesa de Daniel Silveira deixa caso
Paulo Faria sempre fez petições nas quais ofendia Alexandre de Moraes, relator de processos envolvendo Silveira
Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília
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O advogado Paulo Faria, que atuava em favor do ex-deputado Daniel Silveira, deixou a defesa dele nesta segunda-feira (9). Faria sempre fez petições nas quais ofendia o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos do ex-parlamentar no STF (Supremo Tribunal Federal).
Na petição feita para informar que deixou de ser advogado de Silveira, Faria chama Moraes de “magnânimo ditador” e termina com “aos incautos curiosos e aqueles que comemoram: MISSÃO CUMPRIDA!”
“Tendo em vista o exaurimento do trabalho deste advogado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, também por razões ligadas à sua saúde, e questões de foro íntimo, comunica ao magnânimo ditador que renuncia ao mandato conferido pelo perseguido político acima indicado, requerendo a exclusão do seu nome da capa virtual dos autos”, disse.
Em um dos pedidos feitos ao longo da atuação em favor de Silveira, o advogado falou que Moraes apresentava “justificativas estapafúrdias, mentirosas e covardes, em claro ato de constrangimento”.
Em 2022, Faria foi impedido de entrar no plenário do STF por não apresentar um comprovante de vacina contra a Covid-19.
No mesmo ano, Moraes multou Faria em R$ 2.000. Para o ministro, o advogado abusou “do direito de recorrer”.
Em 2025, o ministro do STF cogitou aplicar multa à defesa do ex-deputado por litigância excessiva — em dez dias, Faria entregou 12 pedidos para que a liberdade condicional de Silveira fosse restaurada.
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