A preocupação e a estratégia de Lula para ganhar os eleitores na pré-campanha
Segundo auxiliares ouvidos pelo R7 Planalto, o petista tem cobrado mais eficiência na comunicação das ações da gestão
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mirando melhorar a popularidade e projetar a campanha à reeleição, o governo Lula estuda formas de reduzir o impacto do endividamento público, com medidas que passam pelo controle de gastos, calibragem de programas sociais e tentativa de ampliar receitas sem elevar o desgaste político.
A estratégia vem acompanhada da preocupação em fazer com que iniciativas de apelo social ganhem maior visibilidade junto à população — algo que, na avaliação interna, ainda não ocorreu.
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Durante reunião ministerial realizada nesta segunda-feira (6), no Palácio do Planalto, o presidente tratou desses incômodos com auxiliares, incluindo Dario Durigan, da Fazenda, e Miriam Belchior, da Casa Civil. O encontro consolidou discussões iniciadas na semana passada e serviu para alinhar respostas políticas e econômicas do governo.
Segundo auxiliares, o petista tem cobrado mais eficiência na comunicação das ações da gestão. Relatos indicam que Lula questionou, na primeira reunião ministerial realizada na semana passada, o alcance de programas prioritários a exemplo do desconto do IR para quem ganha até R$5 mil e pediu empenho para que as iniciativas “cheguem na ponta” e sejam percebidas pelo eleitorado.
Entre as medidas citadas por aliados que ainda não geraram o retorno político esperado está o Pé-de-Meia, criado para incentivar a permanência de estudantes no ensino médio, além de outras ações voltadas à transferência de renda e estímulo ao consumo.
A dificuldade de transformar essas políticas em ganho consistente de aprovação, apontada por pesquisas, foi um dos pontos debatidos na reunião.
Nos bastidores, a leitura é de que o cenário econômico — pressionado pelo nível de endividamento, somado à baixa percepção pública das iniciativas — tem limitado os efeitos políticos das ações.
Segundo aliados, a estratégia do Planalto passará por ajustar a comunicação, reforçar a entrega de programas sociais e ampliar a presença do presidente em agendas públicas, numa tentativa de impulsionar a pré-campanha.













