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Anvisa faz fiscalizações em série e proíbe seringas para injetar insulina

Ordens suspendem comercialização, propaganda e distribuição

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Anvisa emitiu ordens para suspender a comercialização de seringas para insulina Andréa Rêgo Barros/PCR/Divulgação - Arquivo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já emitiu este ano ao menos quatro ordens para suspender a comercialização, a propaganda e a distribuição de seringas para aplicação de insulina — usada no tratamento de diabetes, doença cujas complicações estão entre as que mais matam no Brasil. As medidas foram tomadas em janeiro e fevereiro, após laudos técnicos apontarem falhas de qualidade com risco potencial à saúde.

Em 2026, as decisões atingiram duas empresas. Nos últimos dois anos, a fiscalização apontou problemas dessas e de mais seis fornecedoras para o mercado. Foram ao menos oito cautelares com determinações para suspender a importação e a venda, apreender material e proibir propaganda em 2024 e 2025. Os dados constam do Diário Oficial da União (DOU).


Entre os problemas verificados, estão a fabricação dos produtos por empresas desconhecidas, sem registro na Anvisa, e a não apresentação, nos rótulos, de informações específicas sobre condições de armazenamento, conservação e manipulação dos produtos, o que é fundamental para orientar o tratamento exitoso dos pacientes.

Outra impropriedade recorrente são falhas no código de cores, fundamental para a identificação do calibre e da capacidade das seringas, o que evita erros de dosagem.


Somente em janeiro e fevereiro deste ano, houve a metade das suspensões registradas nos 24 meses anteriores.

A qualidade dos materiais para tratamento de diabetes tem sido uma preocupação das secretarias de saúde em meio a um derrame de produtos importados no mercado. Em setembro, por meio de uma carta, representantes das pastas estaduais e municipais alertaram o Ministério da Saúde sobre o risco de desabastecimento de insulina e para a qualidade de canetas aplicadoras chinesas que passam a ser compradas para uso no Sistema Único de Saúde (SUS).


As canetas chinesas são reutilizáveis e, portanto, de custo mais baixo que as usadas tradicionalmente, descartáveis. Segundo o documento das secretarias, no entanto, os dispositivos quebram ou falham na aplicação.

O R7 entrou em contato com a agência para informações sobre quais medidas foram adotadas para garantir a segurança das seringas, dado o indicativo de falhas de qualidade. E se seringas reutilizáveis poderiam ser uma resposta para a aplicação de insulina, mas não respondeu até a publicação. O espaço segue aberto em caso de retorno.

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