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Maioria das canetas para diabetes suspensa pela Anvisa vem da China

Até o fim de março a Anvisa já havia emitido quatro ordens neste ano para suspender a comercialização, propaganda e a distribuição de seringas para aplicação de insulina

R7 Planalto|Amanda Almeida, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anvisa suspendeu a venda de nove das dez seringas para insulina, a maioria fabricadas na China e Índia.
  • As suspensões foram motivadas por problemas de qualidade que podem representar riscos à saúde.
  • O Brasil importa canetas aplicadoras e insulina, principalmente da China, devido a custos mais baixos, apesar das preocupações com a qualidade.
  • Atualmente, há cerca de 27 milhões de pessoas com diabetes no Brasil, e as suspeitas de falhas em produtos médicos têm aumentado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

China possui maior número de canetas de diabetes suspensas pela Anvisa Caroline Morais/MS - Arquivo

De dez tipos de seringas usadas para aplicação de insulina em pacientes diabéticos cuja venda e propaganda estão suspensas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nove têm como origem fábricas localizadas na China ou na Índia. Somente um caso é de fabricação nacional.

Como mostrou o R7, até o fim de março a Anvisa já havia emitido quatro ordens neste ano para suspender a comercialização, a propaganda e a distribuição de seringas para aplicação de insulina. As medidas foram tomadas em razão de problemas de qualidade detectados em análises técnicas, com potencial de risco à saúde.


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As empresas que são alvo das notificações da Anvisa são brasileiras, mas o cruzamento das ordens de suspensão pela agência com o número do registro dos produtos interditados revela as empresas responsáveis de fato por sua fabricação.

Sete das seringas são feitas na China ou Taiwan, ilha que a diplomacia brasileira considera pertencente à China. Outras duas seringas têm como origem fábricas na Índia.


O Ministério da Saúde vem recorrendo, com mais força desde o ano passado, a laboratórios asiáticos, especialmente da China, para garantir o abastecimento de medicamentos e dispositivos essenciais para o atendimento da população diabética no Brasil.

Além das seringas e canetas aplicadoras, o Brasil também importa insulina, majoritariamente da China. Uma vantagem central dessa solução é o custo, mais barato do que o ofertado por outros centros.


No entanto, a qualidade dos produtos vêm sendo uma questão. No ano passado, estados reclamaram ao Ministério da Saúde por problemas de fabricação em canetas injetoras de insulina. Em agosto e setembro, o governo foi obrigado a trocar 50 mil canetas após relatos de falhas.

Atualmente, são cerca de 27 milhões de pessoas com diabetes tipo 1 ou 2 no país, ou 12,9% da população. Conforme dados divulgados em janeiro deste ano pelo Ministério da Saúde, os casos no país saltaram 135% entre 2006 e 2024.


O caso mais recente de medida cautelar adotada pela Anvisa, de 26 de março, é também o mais abrangente. A agência determinou à Biomolecular Technology Materiais Médicos e Laboratoriais Ltda a interrupção da distribuição, comercialização e importação de agulhas descartáveis para caneta de insulina, além de outros 29 produtos relacionados, como testes e monitores de glicose. A ordem veio após inspeção realizada em fevereiro deste ano. Os produtos são todos fabricados em Taiwan, pela empresa Ok Biotech.

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