Campanha avalia que Lula ‘escorregou’ ao negar que conhecia Roberta Luchsinger
Fonte da campanha elogiou desempenho do presidente na entrevista, mas apontou declaração sobre lobista como principal deslize
R7 Planalto|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o presidente “escorregou” ao negar que conhecia a empresária e lobista Roberta Luchsinger.
A avaliação foi feita nesta sexta-feira (28), em conversa reservada, após a equipe analisar o desempenho de Lula em entrevista à TV Globo, na quinta-feira (27). “[O presidente] escorregou ao dizer que nunca tinha encontrado Roberta”, afirmou o integrante da campanha.
Ao ser questionado sobre uma mensagem atribuída a Luchsinger na qual ela afirmava que Lula teria lhe oferecido um cargo no governo, o presidente respondeu: “Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim”. Em seguida, chamou a empresária de “pilantra”.
A declaração, porém, é contraditada com publicações feitas pela própria Luchsinger nas redes sociais.
Há ao menos três fotos e um vídeo em que ela aparece ao lado de Lula, em registros de 2022 e 2023. Em uma das publicações, de outubro de 2022, a empresária aparece ao lado do petista e publica uma mensagem de aniversário para ele.
Quem é Roberta Luchsinger
Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e é investigada pela Polícia Federal em inquéritos relacionados ao esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
A PF identificou repasses da empresária ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, além de uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
A avaliação do integrante da campanha contrasta com o restante da entrevista, considerada positiva. Lula manteve a defesa de pessoas próximas sob investigação, como Fábio e Marcola, mas afirmou que ambos deverão responder caso sejam comprovados atos ilícitos.
Segundo o integrante da campanha, essa postura foi considerada acertada porque Lula não buscou se afastar artificialmente de aliados e reafirmou a presunção de inocência enquanto as investigações não forem concluídas.
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