Cirurgias contra câncer de mama no SUS aumentaram 44% desde 2021
Valor investido pelo Ministério da Saúde também cresceu nos últimos três anos, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As cirurgias contra o câncer de mama feitas no SUS aumentaram em 44% desde 2021, quando comparadas com o ano passado. O procedimento não é o único: atendimentos de quimioterapia subiram 23,89% e radioterapia, 42,42%.
O número se refere ao total de procedimentos feitos, não de pessoas atendidas, pois uma mesma paciente pode ter tido mais de um atendimento.
Os dados fazem parte de levantamento exclusivo feito pelo R7 Planalto, com base na Lei de Acesso à Informação. Os dados revelam que este ano, até o momento, foram feitas 37 mil cirurgias, 1,4 milhão de quimioterapias e 23 mil radioterapias.

Conforme mostrou o R7 Planalto, hoje, seis a cada dez mulheres iniciam o tratamento em 60 dias.
Em nota à coluna, o Ministério da Saúde disse que o Brasil está se consolidando como a maior rede pública de cuidado do câncer do mundo.
“Desde 2023, os serviços para diagnóstico e tratamento do câncer de mama cresceram de forma expressiva. No ano passado, o SUS bateu o recorde de realização de mamografias, com mais de 4,4 milhões de exames realizados. Além disso, a faixa etária para rastreamento mamográfico foi ampliada de 50 a 69 anos para 50 a 74 anos”, explicou.

Ações de expansão
A pasta também defendeu que criou ações para expandir o acesso das mulheres, como foi o caso do Programa Agora Tem Especialistas, em que 120 carretas de saúde percorreram o país fazendo mamografias, ultrassonografias pélvicas, transvaginais, biópsias e consultas com especialistas.
“Com esses novos serviços, mais de 189 mil mulheres foram atendidas em todos os estados do país e 52 municípios zeraram a fila por mamografias. As carretas atendem regiões e cidades com maior dificuldade de acesso a esses serviços. Hoje o SUS dispõe de 3.305 mamógrafos, cobrindo todos os estados e regiões do país. Segundo a pesquisa Vigitel de 2025, 92% das mulheres de 50 a 59 anos afirmaram ter realizado mamografia”, detalha.
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Em relação ao combate específico do câncer, pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica, o Ministério investiu R$ 26,1 milhões em equipamentos para biópsias guiadas por imagem (mais precisas e menos dolorosas) e R$ 6,85 milhões na aquisição de mamógrafos.
“O SUS também passou a oferecer gratuitamente o medicamento trastuzumabe entansina, que pode reduzir em até 50% a mortalidade por câncer de mama do tipo HER2 positivo); o medicamento abemaciclibe, para o câncer de mama precoce; a incorporação do teste genético de alta precisão capaz de identificar mutações hereditárias ligadas à doença; e o aumento do valor pago para procedimentos de reconstrução mamária, de R$ 700 para R$ 4.500”, disse a pasta.
Diagnóstico mais rápido
Por fim, o ministério disse que trabalha para reduzir o tempo médio de diagnóstico no Brasil para 25 dias. “O Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer, parceria entre o Ministério da Saúde, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) e o AC Camargo, criou uma rede nacional de diagnóstico em anatomia patológica com uso de telemedicina. A estrutura tem capacidade para mil laudos por dia e 400 mil exames por ano. A meta é reduzir o tempo médio de diagnóstico de 25 para cinco dias”, disse.
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