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Cirurgias contra câncer de mama no SUS aumentaram 44% desde 2021

Valor investido pelo Ministério da Saúde também cresceu nos últimos três anos, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cirurgias contra o câncer de mama no SUS aumentaram 44% desde 2021.
  • O Ministério da Saúde investiu em novos equipamentos e tratamentos para o câncer de mama.
  • O Programa Agora Tem Especialistas ampliou o acesso a mamografias e outros exames em todo o país.
  • O tempo médio de diagnóstico do câncer no Brasil está sendo reduzido para 25 dias, com metas de chegar a cinco dias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Quantidade de cirurgias, radioterapias e quimioterapias aumentaram entre 2021 e 2025 Divulgação/Semsa - Arquivo

As cirurgias contra o câncer de mama feitas no SUS aumentaram em 44% desde 2021, quando comparadas com o ano passado. O procedimento não é o único: atendimentos de quimioterapia subiram 23,89% e radioterapia, 42,42%.

O número se refere ao total de procedimentos feitos, não de pessoas atendidas, pois uma mesma paciente pode ter tido mais de um atendimento.

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Os dados fazem parte de levantamento exclusivo feito pelo R7 Planalto, com base na Lei de Acesso à Informação. Os dados revelam que este ano, até o momento, foram feitas 37 mil cirurgias, 1,4 milhão de quimioterapias e 23 mil radioterapias.

Procedimentos aumentaram entre 2021 e 2025, segundo dados obtidos pela coluna Luce Costa/Arte R7

Conforme mostrou o R7 Planalto, hoje, seis a cada dez mulheres iniciam o tratamento em 60 dias.

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Em nota à coluna, o Ministério da Saúde disse que o Brasil está se consolidando como a maior rede pública de cuidado do câncer do mundo.

“Desde 2023, os serviços para diagnóstico e tratamento do câncer de mama cresceram de forma expressiva. No ano passado, o SUS bateu o recorde de realização de mamografias, com mais de 4,4 milhões de exames realizados. Além disso, a faixa etária para rastreamento mamográfico foi ampliada de 50 a 69 anos para 50 a 74 anos”, explicou.

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Valor investido também cresceu entre 2021 e 2025 Luce Costa/Arte R7

Ações de expansão

A pasta também defendeu que criou ações para expandir o acesso das mulheres, como foi o caso do Programa Agora Tem Especialistas, em que 120 carretas de saúde percorreram o país fazendo mamografias, ultrassonografias pélvicas, transvaginais, biópsias e consultas com especialistas.

“Com esses novos serviços, mais de 189 mil mulheres foram atendidas em todos os estados do país e 52 municípios zeraram a fila por mamografias. As carretas atendem regiões e cidades com maior dificuldade de acesso a esses serviços. Hoje o SUS dispõe de 3.305 mamógrafos, cobrindo todos os estados e regiões do país. Segundo a pesquisa Vigitel de 2025, 92% das mulheres de 50 a 59 anos afirmaram ter realizado mamografia”, detalha.

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Em relação ao combate específico do câncer, pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica, o Ministério investiu R$ 26,1 milhões em equipamentos para biópsias guiadas por imagem (mais precisas e menos dolorosas) e R$ 6,85 milhões na aquisição de mamógrafos.

“O SUS também passou a oferecer gratuitamente o medicamento trastuzumabe entansina, que pode reduzir em até 50% a mortalidade por câncer de mama do tipo HER2 positivo); o medicamento abemaciclibe, para o câncer de mama precoce; a incorporação do teste genético de alta precisão capaz de identificar mutações hereditárias ligadas à doença; e o aumento do valor pago para procedimentos de reconstrução mamária, de R$ 700 para R$ 4.500”, disse a pasta.

Diagnóstico mais rápido

Por fim, o ministério disse que trabalha para reduzir o tempo médio de diagnóstico no Brasil para 25 dias. “O Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer, parceria entre o Ministério da Saúde, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) e o AC Camargo, criou uma rede nacional de diagnóstico em anatomia patológica com uso de telemedicina. A estrutura tem capacidade para mil laudos por dia e 400 mil exames por ano. A meta é reduzir o tempo médio de diagnóstico de 25 para cinco dias”, disse.

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