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Com IA, Saúde aumentou em 10 vezes verba monitorada do SUS e fiscalizou R$ 18 bi ano passado

Visitas e auditorias técnicas também aumentaram desde 2019, segundo dados levantados com exclusividade pelo R7 Planalto

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Saúde aumentou em 10 vezes a verba monitorada do SUS, passando de R$ 1,8 bilhões para R$ 18,9 bilhões entre 2022 e 2025.
  • O número de auditorias e visitas técnicas cresceu, totalizando 383 em 2022, comparado a 274 em 2019.
  • A utilização de inteligência artificial permitiu realizar 30.988 atividades de controle, superando 600 em anos anteriores.
  • O ministério também revitalizou o DenaSUS, convocando 180 novos servidores, com 114 já integrados à equipe.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministério da Saúde usa tecnologia para cruzar dados de programas como o Farmácia Popular Walterson Rosa/MS - 18.01.2026

Com o uso de inteligência artificial, o Ministério da Saúde aumentou em mais de dez vezes o valor da verba monitorada em investimentos e programas do SUS (Sistema Único de Saúde) entre 2022 e 2025. O valor auditado saltou de R$ 1,8 bilhão para R$ 18,9 bilhões nesse período.

Nos últimos anos, o número de auditorias e visitas técnicas também cresceu na saúde pública: de 274, em 2019, para 383 ano passado (veja raio-x).


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Os dados fazem parte de levantamento exclusivo feito pelo R7 Planalto com o Ministério da Saúde e contabilizam a atuação do DenaSUS (Departamento Nacional de Auditoria do SUS).

Auditorias realizadas no SUS Luce Costa/Arte R7

Segundo a pasta, com o aprimoramento de um sistema que usa inteligência artificial, foi possível realizar 30.988 atividades de controle, enquanto em anos anteriores os procedimentos de análise informatizada não passavam de 600.


À coluna, o Ministério explicou que hoje a ferramenta permite o monitoramento contínuo e em larga escala da rede credenciada ao Programa Farmácia Popular, por exemplo.

“Por meio dos Procedimentos de Análise Informatizada, foi possível monitorar todas as 30 mil farmácias do programa. Com esse cruzamento de informações e identificação de padrões de risco, o ministério selecionou 200 unidades para inspeção presencial — retomando uma prática permanente que havia sido interrompida na gestão anterior”, explicou.


“Essa tecnologia foi desenvolvida pelo Hospital Israelita Albert Einstein para auxiliar o Ministério da Saúde, no âmbito do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS), na avaliação e fiscalização do funcionamento de unidades públicas de saúde e do uso dos recursos federais”, disse.

O ministério pontua que “a ferramenta automatiza a análise de dados e riscos para monitorar cada medicamento entregue pelas farmácias do programa, garantindo que o recurso chegue corretamente a quem precisa”.


Com a tecnologia, o Ministério verifica:

  • Dispensações realizadas após a morte do cliente;
  • Prescrições assinadas por médicos com CRM inativo;
  • Casos em que a distância entre a residência do paciente e a farmácia ultrapassa 200 km;
  • Receitas cuja data de emissão supera 180 dias em relação à data de autorização;
  • Estabelecimentos com CNPJ irregular ou com situação encerrada na Receita Federal;
  • Dispensações de medicamentos para pacientes fora da faixa etária compatível com a patologia tratada — como anticoncepcionais para pacientes com 60 anos ou mais, ou remédios para osteoporose em indivíduos com menos de 40 anos.

A pasta informa que essa iniciativa faz parte da revitalização do DenaSUS. “Além da modernização digital, o Ministério da Saúde investiu na estrutura física e humana com a convocação de 180 novos servidores, sendo que 114 profissionais já estão integrados ao quadro operacional”, detalhou.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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