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Desarticulação da esquerda nos estados ameaça estratégia para eleição de senadores

Alianças estaduais fragilizadas impactam projeções para além do desafio de primeiro e segundo voto

R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Divisões na esquerda complicam candidaturas ao Senado em 2026, especialmente no Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.
  • No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) perdeu favoritismo para Carlos Jordy (PL) devido a campanhas mais agressivas e alianças fragilizadas.
  • Em Pernambuco, a disputa pelo segundo voto está acirrada entre Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho (PL), com Marília Arraes (PSB) liderando.
  • No Distrito Federal, a aliança entre PT e PDT está enfraquecida, favorecendo candidaturas de direita como Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em 2026, eleitores escolhem dois nomes ao Senado Edilson Rodrigues/Agência Senado

A desarticulação entre candidatos da esquerda para o Senado pode custar derrotas ao campo progressista e impulsionar nomes da direita, segundo leitura eleitoral política e a sinalização de pesquisas. O risco se dá por, em vez de concentrar votos e fazer campanha casada, candidatos terem optado por priorizar projetos próprios em diferentes estados, abrindo espaço para adversários e aumentando o risco de que a divisão termine sem eleger nenhum dos nomes que disputam as duas vagas.

Campanhas de esquerda mapearam um cenário incerto no Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, além do Distrito Federal. A avaliação é que a eleição para o Senado, em que cada eleitor escolhe dois nomes, exige uma estratégia coordenada para estimular o chamado voto casado e, ao não fazê-lo, os candidatos acabam pulverizando o eleitorado e podem, no limite, perder as duas vagas em disputa.

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No Rio de Janeiro, a situação ganhou peso. No início da campanha, a avaliação entre aliados era de que Benedita da Silva (PT) tinha as melhores condições de conquistar uma das vagas e que o segundo nome apoiado pela senadora poderia se beneficiar desse voto casado. O cenário, porém, mudou.

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Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (1º) mostrou Carlos Jordy (PL) na liderança, com 18% das intenções de voto. Benedita aparece com 15%, tecnicamente próxima de Carlos Portinho (PL), que tem 14%. Pedro Paulo (PSD), nome da aliança de esquerda, está em quarto lugar.

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Políticos fluminenses atribuem a mudança a dois fatores: a campanha mais ofensiva do PL no estado, impulsionada pelo voto casado e presença do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, e a fragilidade da aliança entre PT e PSD. Relatos de diferentes campos políticos apontam que Pedro Paulo tem concentrado esforços na própria candidatura, sem uma estratégia conjunta com Benedita.

Fragmentação de votos

Em Pernambuco, a disputa pelo segundo voto também expõe a dificuldade de articulação entre candidatos da esquerda. Marília Arraes (PSB) aparece na liderança, com 25% dos votos consolidados na última pesquisa. Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho (PL) estão empatados com 20%.

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Parte do eleitorado de esquerda, no entanto, está espalhada entre outros candidatos. É o caso de Túlio Gadêlha (PSD), que registra 7% e divide palanque com Eduardo da Fonte (PP), que aparece com 15%.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, a ausência de uma campanha direta pelo segundo voto também pode impactar a candidatura de Marília Campos (PT). A última pesquisa Datafolha apontou empate técnico entre quatro candidaturas. Marília aparece na liderança, com 13%, seguida por Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB), ambos com 11%. Domingos Sávio (PL) registra 9%.

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A aliança de Marília no campo da esquerda em Minas é com Áurea Carolina (PSOL), que aparece com 6%. Na avaliação de nomes da esquerda, a falta de articulação em torno do segundo voto pode dispersar o apoio a Marília e colocar em risco a candidatura petista no estado.

No Distrito Federal, as reclamações ligadas à aliança entre PT e PDT também se repetem e minam o campo progressista. Michelle Bolsonaro (PL) é a candidata mais competitiva e tem apontado 27% em pesquisas. Leila do Vôlei (PDT) e Bia Kicis aparecem na sequência, com 18%. As duas são seguidas por Erika Kokay (PT), com 16%.

No cenário, o relato de petistas é de que Leila estaria encabeçando uma campanha sem reforçar Erika no palanque para o segundo voto. Aliados de Leila, por sua vez, consideram que há pragmatismo na campanha e que a senadora também tem eleitores de centro, diferente da aliada.

Uma situação semelhante permeava candidaturas de direita São Paulo e contribuiu com a desistência de Ricardo Salles (Novo) na disputa ao Senado. A avaliação de que havia divisão e poderia prejudicar a dupla entre Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que está em empate técnico com Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

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