Flávio Bolsonaro quer avançar com Hidrovia Tapajós; Lula recuou em meio à pressão indígena
Segundo o candidato do PL, a condução seria feita com ‘responsabilidade fiscal’ e diálogo com a sociedade
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Caso eleito, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) quer avançar com um projeto sobre o qual o governo do presidente Lula recuou devido à pressão indígena: a Hidrovia do Tapajós. Segundo Flávio, seu governo vai trabalhar para destravar o empreendimento com “responsabilidade ambiental”, “com planejamento e diálogo prévio com as comunidades locais, cumprindo a lei e levando sempre em consideração o interesse maior da sociedade”.
A meta de explorar os outros modais de transporte, para baratear custos, é abordada no plano de governo de Flávio. Ele afirma que vai investir R$ 900 bilhões em quatro anos em “rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias”.
“Criaremos os Corredores Logísticos Inteligentes de integração nacional, com foco em reduzir o custo da logística, hoje em 15,5% do PIB, muito acima dos 8,8% dos Estados Unidos, desenvolvendo os corredores de escoamento do Centro-Oeste até os portos”, afirma.
“No transporte ferroviário, vamos destravar a Ferrogrão; adotar o trem de cargas que ligará Mato Grosso, o oeste do Paraná e Santa Catarina; implantar o Trem do Nordeste, uma malha de passageiros ligando capitais da região, para aproximar cidades, movimentar o turismo e integrar o Nordeste; e concluir a Transnordestina e ampliar o seu escopo para que a Paraíba e o Rio Grande do Norte sejam contemplados”, acrescenta.
Impasse na Hidrovia do Tapajós
No caso da Hidrovia do Tapajós, contudo, o governo Lula recuou com decreto que permitia a exploração da área. O mesmo texto previa a concessão da Hidrovia do Rio Madeira, de Porto Velho (RO) até a foz com o Rio Amazonas, em Itacoatiara (AM); da Hidrovia do Rio Tocantins, de Belém (PA) e Peixe (TO); e da Hidrovia do Rio Tapajós, de Itaituba (PA) até sua foz com o Rio Amazonas, em Santarém (PA).
O recuo só foi adotado após pressão de movimentos indígenas e manifestações nas regiões que seriam afetadas.
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