Flávio cita soberania ao falar de Amazônia em plano de governo; termo é mote de Lula
Segundo o candidato, a floresta ocupa posição estratégica para o Brasil e o mundo e sua proteção será conduzida com ‘soberania’
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Ao citar a floresta amazônica, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) cita a soberania, palavra usada como mote da campanha de Lula para atacar o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Amazônia: soberania e oportunidade” é um dos intertítulos do plano de governo de Flávio. “A Amazônia ocupa posição estratégica para o Brasil e para o mundo, mas pertence, antes de tudo, aos brasileiros. Sua proteção será conduzida com soberania, presença do Estado e oportunidade para quem vive na região”, diz trecho.
Segundo o senador, caso eleito, ele vai fortalecer a fiscalização ambiental, com prioridade para as áreas de maior pressão de desmatamento e queimadas, usando inteligência, satélite e atuação coordenada dos órgãos federais para identificar as áreas críticas com mais rapidez.
No mesmo plano, contudo, Flávio também diz que vai “eliminar superposições entre Ibama, Funai e ICMBio, dando eficiência à fiscalização, e exigir transparência de financiadores e de projetos das ONGs que recebem recursos internacionais e judicializam ações contra a União, porque onde há dinheiro estrangeiro movendo decisões sobre o território brasileiro há riscos ao interesse nacional, sobre os quais o cidadão brasileiro deve estar informado”.
O ataque a ONGs era uma das marcas do governo do pai do senador.
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Soberania
O plano de governo cita ainda uma defesa mais extensa pela soberania. “Soberania com profissionalismo, não com ideologia. Soberania se exerce na prática, não no discurso. Soberania é a capacidade de uma nação governar a si própria, fazer suas leis e cuidar do seu território. Ela se exerce na prática, com ações concretas, e não repetindo a palavra “soberania” a todo momento”, critica.
Segundo ele, “nos últimos anos, a política externa brasileira trocou o interesse nacional pela ideologia, protegendo regimes propensos ao terror e seus criminosos”.
“E a soberania não começa longe, começa dentro de casa. De nada adianta um país erguer a voz contra inimigos distantes se não protege o próprio cidadão na esquina de casa, do assaltante, do traficante, do medo que tira a liberdade de andar na rua”.
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