Flávio quer valorizar mulheres cuidadoras; candidato disse que teve filhas para cuidar dele
Plano de governo de Flávio Bolsonaro propõe cuidar das mulheres que se dividem entre casa e trabalho doméstico
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O plano de governo do candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL) prevê cuidar das mulheres que lidam com demandas do trabalho e de casa, principalmente quando há a presença de familiares doentes.
“Cuidar de alguém que depende de você é um dos gestos mais nobres que existem. Mas, quando se está sozinho, esse cuidado sobrecarrega. A mãe do bebê pequeno, a filha do pai com Alzheimer, a família da pessoa com deficiência: todos enfrentam a mesma escolha impossível entre sustentar a casa e cuidar de quem amam”, diz o documento.
Segundo o candidato, “esse trabalho, que recai quase sempre sobre as mulheres da família, equivale a cerca de 8,5% do PIB brasileiro, uma economia inteira sustentada por quem abre mão do próprio trabalho para cuidar”.
“O Estado não pode assumir esse cuidado no lugar da família, mas pode dividi-lo com ela”, afirma.
Durante o anúncio de Alfredo Gaspar (PL) como vice, Flávio falou sobre o tema e oi criticado pelos próprios aliados. Flávio disse que teve duas filhas mulheres para cuidarem dele na velhice.
A avaliação, sob reserva, é de que Flávio derrapou ao associar as filhas, de 14 e 12 anos, aos cuidados com familiares e idosos, especialmente diante da expectativa de que o evento anunciasse uma mulher para completar a chapa. O eleitorado feminino é o maior desafio para o senador.
A fala pegou mal principalmente pelo histórico da família. O pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, já disse que teve quatro filhos homens e na última deu uma “fraquejada” e nasceu uma mulher, ao se referir a filha caçula.
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