Inclusão de trabalho escravo em investigação dos EUA preocupa governo brasileiro
Planalto teme que o assunto seja usado em disputas comerciais e sirva de pretexto para a imposição de tarifas ou barreiras
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O governo brasileiro analisa com cautela a inclusão do tema do trabalho escravo em investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos.
A avaliação de interlocutores do Planalto é de que o assunto pode ser utilizado de forma discricionária para justificar barreiras comerciais a produtos brasileiros.
Embora reconheçam a importância do combate a práticas ilegais, integrantes do governo apontam que a abordagem americana pode ir além da fiscalização interna e avançar sobre cadeias produtivas globais, atingindo exportações nacionais.
Nos bastidores, há preocupação de que o tema seja incorporado a disputas comerciais mais amplas, funcionando como instrumento para a imposição de tarifas ou restrições. A leitura é de que, sem critérios claros, a medida pode abrir espaço para pressões econômicas sob justificativa social.
Investigação dos EUA
No mês de março, os Estados Unidos passaram a incluir o Brasil em uma investigação sobre o uso de trabalho forçado em cadeias produtivas globais.
Conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), a apuração envolve 60 países e tem como objetivo verificar se essas nações adotam medidas eficazes para barrar a entrada de produtos ligados a essa prática em seus mercados.
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