Indígenas preparam marcha em Brasília com críticas ao Congresso e projetos ligados à demarcação
Pauta faz parte de acampamento indígena de 2026; movimento na capital também se dá em meio a julgamento do Ferrogrão, no STF
R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em Brasília

Milhares de indígenas preparam uma marcha em Brasília, na manhã desta terça-feira (6), em protesto contra seis propostas que tramitam no Congresso Nacional. A maior parte delas é relacioanda à mudanças na demarcação de terras.
O movimento é voltado a pedir apoio a parlamentares contra as propostas consideradas anti-indígenas. A lista tem destaque à PEC do Marco Temporal, que propõe limitar a liberação de territórios à comunidades ao período de promulgação da Constituição.
A proposta, em linhas gerais, quer estabelecer que indígenas só possam ter direito a um território caso confirmem que viviam no local desde 1988.
A tese foi derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), por particularidades, como questões culturais e dificuldade de marcação, mas uma ala do Congresso quer retomar a proposta, alterando a Constituição.
Outros projetos criticados também propõem mudanças de regras para a demarcação. Enquanto dois miram facilitar empreendimentos econômicos e a mineração em territórios indígenas.
A ação faz parte do ATL (Acampamento Terra Livre), que chegou à 22ª edição, em Brasília. A mobilização prevê receber até 8 mil indígenas, entre 5 e 11 de abril.
Ferrogrão
A mobilização também alcançará o julgamento do Ferrogrão, que propõe uma ferrovia entre as cidades Sinop, no Mato Grosso, a Miritituba, no Pará. A liberação é questionada por indígenas, que acionaram o STF. O caso está na pauta da Corte na quarta-feira (8).
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