Lula evitou estados com desafios de palanques nas viagens de 2026
Presidente não voltou a Pernambuco, que tem desafio entre João Campos e Raquel Lyra, e não visitou Maranhão ou Paraíba
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O presidente Lula evitou, nas viagens de 2026, estados nos quais lida com desafios para palanques eleitorais, como Pernambuco, Maranhão e Paraíba.
Balanço de agendas feito pelo R7 Planalto aponta que o chefe do Executivo deixou de ir a Pernambuco desde que, há cinco meses, apareceu em foto no carnaval com os dois principais nomes ao governo do estado: João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).
João Campos é o palanque oficial de Lula, mas Raquel Lyra, que tentará a reeleição, tem tentado se aproximar do presidente e tem em sua chapa aliados que apoiam apoiam Lula, caso do deputado Túlio Gadelha (PSD), pré-candidato ao Senado. Ela tem indicado que se manterá neutra na corrida presidencial, sem apoiar o candidato do seu partido, Ronaldo Caiado, num gesto a Lula.
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Em outra frente, Lula não visitou estados em que não tem apoio certeiro e tende a dividir palanques. No Maranhão, os principais nomes ao governo, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e o governador, Orleans Brandão (MDB), apoiam Lula. A posição também se repete entre pré-candidatos ao Senado.
Na Paraíba, que também não contou com viagens de Lula, o presidente lida com a divisão entre três políticos que miram o Senado: o ex-governador João Azevêdo (PSB), o senador Veneziano (MDB), que tentará voltar ao cargo, e Narbor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara, Hugo Motta.
O apoio ao PSB é esperado pela aliança com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Lula também indicou apoio a Veneziano e se aproximou, ao longo dos últimos meses, de Narbor Wanderley.
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