O que motivou o ‘atraso’ da 6x1 no Senado
Governistas dividem culpa aliados de Flávio e Alcolumbre; adversários dizem que governo ficou no discurso
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A votação final da PEC que reduz a escala de trabalho e propõe o fim do modelo 6x1 deve ficar apenas para depois do primeiro turno ou mesmo das eleições, segundo projeções de senadores governistas e da oposição. O cronograma frustra planos de aliados de Lula, que apostavam em acelerar a análise da redução da jornada logo após a votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Nesse cenário, a proposta seguiria ao plenário ainda na quarta (2), mas o desfecho não se confirmou. Governistas dividem a responsabilidade desse rumo em duas frentes: dizem que houve atuação de aliados de Flávio Bolsonaro (PL) para impedir a votação do texto; outros apontam uma decisão exclusiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Sob reserva, senadores dizem que o presidente do Senado não quis pautar a redução da escala. Eles também consideram que, ao esperar pelo primeiro turno, o amapaense pode avaliar o desfecho ligado à PEC a depender do desempenho eleitoral dos candidatos.
A oposição, por sua vez, acusa o governo de ter ficado no discurso em defesa do fim da 6x1, e afirma que faltou uma articulação efetiva para garantir a aprovação da proposta.
Segundo esses parlamentares, governistas não buscaram senadores de forma individual para negociar a votação no plenário. Eles avaliam que o desfecho beneficia os aliados de Lula em um “ganha-ganha” de imagem para redes sociais com o dia de defesa da redução da jornada 6x1, sem o risco de um impacto eleitoral com setores que se colocam contra o fim da jornada e apontam risco de perda de empregos.
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