Pré-campanha de Flávio foca em mulheres e economia
Presidenciável lançou pacote para ampliar pauta voltada ao eleitorado feminino; entorno busca a Faria Lima
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Além de buscar aproximar o eleitorado fiel, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro tem calibrado ações com foco em mulheres e buscado ampliar o espaço de discussões da pauta econômica.
Críticas à condução da Fazenda durante o comando do ex-ministro Fernando Haddad passaram a ser reproduzidas com mais ênfase pela campanha. Aliados de Flávio também aumentaram conversas na Faria Lima, de olho no apoio de empresários. Os contatos têm frisado discurso contrário às políticas fiscais do governo Lula.
Entre as bandeiras levantadas pelo entorno de Flávio está a crítica à alta dos juros e projeções de riscos de inflação. Também buscam rebater ponderações petistas às entregas da gestão de Bolsonaro. A defesa é de que o orçamento previsto para o primeiro ano do governo Lula era positivo.
Um dos exemplos citados na pré-campanha são valores para programas sociais. A defesa tem sido de que o então Auxílio Brasil, criado à época de Bolsonaro, concedia R$ 400 a famílias de baixa renda, enquanto Lula retomou o programa como Bolsa Família e elevou o valor básico para R$ 600.
A diferença, na visão de aliados de Flávio, seria um dos pontos a pesar nas contas públicas. Em outra frente, negam ter deixado dívida ligada aos precatórios para a gestão petista. A gestão de Bolsonaro deixou R$ 141 bilhões a serem pagos pelo Estado em processos depois de decisões judiciais.
O valor é um dos pontos criticados por Lula na hora de fechar as contas. Aliados de Flávio, por sua vez, afirmam que a despesa é ligada a uma instância jurídica e que parte dela ficou de fora do teto de gastos.
Eleitorado feminino
A pré-campanha de Flávio também recalibrou temas para tentar aproximar o eleitorado feminino. Além da dificuldade do senador para angariar apoio da fatia da população, nomes do partido relatam que pesquisas internas mostram o impacto da pauta da segurança relacionada às mulheres.
A análise antecedeu a divulgação do plano “Brasil por Elas”, que reúne uma série de propostas e a promessa de manter, em única plataforma, temas relacionados às mulheres, para marcação de consultas e denúncias de violência.
Um dos gargalos percebidos, e que se tornou outra promessa na pré-campanha, é a distribuição de celulares e acesso à internet, para que mulheres consigam acessar um aplicativo com temas integrados.
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