IA, VAR e bola inteligente: saiba quais são as ferramentas tecnológicas desta Copa
Sensores, inteligência artificial, reconhecimento facial e arbitragem digital estão transformando a forma de jogar, arbitrar e assistir futebol
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estamos em época de Copa do Mundo. Assunto muito falado nas rodas de conversa em bares, nos almoços e cafés das empresas.
Mas um assunto que vai chamar a atenção assim que a bola rolar é a tecnologia. Sensores, inteligência artificial, reconhecimento facial e arbitragem digital vão fazer deste Mundial o mais tecnológico da história.
No Brasil já vivemos essa realidade quando assistimos a torneios importantes nacionais, como o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, etc.
Veja Também
Quem não se lembra do VAR? O Video Assistant Referee ou Árbitro Assistente de Vídeo possibilita analisar imagens do jogo por meio de vídeo, auxiliando árbitros na tomada de decisões importantes ao longo do jogo.
O VAR pode ser utilizado em lances polêmicos relacionados a gols, pênaltis, cartões vermelhos, erros de identificação de jogadores, etc. (Portal Positivo do seu Jeito, 2026).
Ainda de acordo com o Portal, com o auxílio de câmeras que monitoram o jogo, o VAR possui um mecanismo eletrônico para que os árbitros de vídeo possam se comunicar com o árbitro de campo.
Os árbitros de vídeo ficam localizados numa sala separada e sem influência de torcedores, técnicos, jogadores ou comissões técnicas das equipes.
Para nos ajudar a discutir sobre este tema, trouxemos dois entrevistados, que são árbitros de futebol de campeonatos de futebol de campo no estado de São Paulo.

O primeiro deles é Alef Feliciano Pereira, formado em 2014 pela Escola de Árbitros Flávio Iazete, onde vem ganhando experiência trabalhando em todas as competições organizadas pela FPF (Federação Paulista de Futebol), desde o Sub-11 até a Série A2; faltando atuar somente na Elite do Futebol Paulista.
Para Alef, o “sonho de todo jogador de futebol é chegar a uma Copa do Mundo. Isso não é diferente para a arbitragem”. Estar numa competição assim é atingir o ápice na carreira. Nesta edição da Copa do Mundo 2026, além do “preparo físico, mental, teremos como apoio a tecnologia a nosso favor”.
Impedimento semiautomático
Em cada edição da Copa do Mundo, a Fifa vem tentando diminuir os erros de arbitragem. Neste ano, teremos o apoio do “impedimento semiautomático, em que um sistema físico e outro digital trabalham juntos rastreando os jogadores e a bola”.
Assim, quando um atacante recebe um passe em posição de impedimento, a cabine do VAR recebe um alerta de forma imediata. “O árbitro assistente (bandeirinha) somente valida e passa a informação para o árbitro central”, afirma Alef.
Para o entrevistado, outra mudança no protocolo VAR são “situações rápidas em que, no campo de jogo, a arbitragem marca um escanteio ou um tiro de meta; e, caso a cabine veja um equívoco da equipe de campo, poderá corrigir a decisão somente informando o árbitro central pelo rádio, não sendo necessário ir ao monitor”.
Para um espetáculo cada vez mais bonito de se assistir, a Fifa busca mais tempo de bola rolando; por este motivo, adotou novas regras junto à Ifab (International Football Association Board), que serão adotadas já nesta edição da Copa do Mundo. São elas:
- Tiros de meta: deverão ser cobrados em até 10 segundos; caso contrário, será marcado um escanteio para a equipe adversária;
- Lateral: o atleta terá 5 segundos para cobrar, senão será marcada reversão;
- Substituição: o atleta a ser substituído terá 10 segundos para deixar o campo de jogo. Se ele não sair a tempo, o jogador substituto só entrará em campo após 1 minuto, e com o jogo paralisado;
- Atendimento: o atleta que for atendido dentro de campo somente poderá retornar após 1 minuto fora de jogo.
Segundo Alef, desta forma, “tudo indica que teremos grandes jogos, com a mínima interferência do VAR e menos erros de arbitragem”.
O outro entrevistado foi o árbitro Rodrigo, que não quis se identificar. Ele não tem divisão fixa, mas, neste ano de 2026, trabalhou nas séries A2, A3 e A4 do Paulista.
Para ele, a 2026 Fifa World Cup “promete ser uma das edições mais tecnológicas da história do futebol; diversas inovações serão utilizadas para melhorar a precisão das decisões da arbitragem, aumentar a experiência dos torcedores e otimizar o desempenho das seleções”.
VAR aliado à inteligência artificial
Entre os principais destaques está o uso ampliado do VAR (árbitro de vídeo), aliado à inteligência artificial e a sistemas de rastreamento em tempo real, capazes de analisar posições dos jogadores e lances com extrema rapidez e precisão.
Outra tecnologia importante é o impedimento semiautomático, já utilizado em competições recentes da Fifa. Sensores instalados na bola e câmeras espalhadas pelo estádio conseguem identificar automaticamente o momento do passe e a posição dos atletas, reduzindo o tempo de análise dos lances.
Segundo Rodrigo, além disso, “a bola oficial deve contar com chip interno para transmitir dados instantaneamente, ajudando a confirmar toques, saídas e possíveis irregularidades durante o jogo”.
A experiência do público também será transformada pela tecnologia. Os estádios inteligentes contarão com internet de alta velocidade, reconhecimento facial para acesso, telões interativos e aplicativos capazes de fornecer estatísticas em tempo real, replays personalizados e informações sobre os jogadores.
Recursos de realidade aumentada e transmissões em ultra definição permitirão que os torcedores acompanhem a partida de forma muito mais imersiva, tanto nos estádios quanto em casa.

Ainda, para o entrevistado, as “seleções utilizarão ferramentas avançadas de análise de desempenho físico e tático; sensores vestíveis, softwares de monitoramento e análise de dados ajudarão as comissões técnicas a controlar o desgaste muscular, a intensidade dos movimentos e estratégias de jogo”.
Com isso, a tecnologia se torna cada vez mais essencial no futebol moderno, contribuindo para partidas mais justas, dinâmicas e conectadas com o público global.
Referências
Portal Positivo do seu Jeito (2026). VAR: O que significa, como funciona e quando é usado? [on-line]. Disponível em: https://www.meupositivo.com.br/doseujeito/entretenimento/var-o-que-e/. Último acesso: 12/05/2026.
Prof. Dr. Juliano Schimiguel
Tem doutorado e mestrado em Ciência da Computação pelo Instituto de Computação da Unicamp. É coordenador do mestrado profissional em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo, SP). Pesquisador permanente nos PPG ECM e EC. É docente na Unianchieta (Jundiaí/SP) e editor-chefe da Revista Ubiquidade.
👉 Você pode me seguir no Instagram e no LinkedIn!
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp





