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Whistler: o destino da neve no Canadá que vai muito além do esqui

Entre montanhas cobertas de branco, florestas de pinheiros e um vilarejo que parece ter saído de um filme, Whistler transforma o inverno em uma experiência que começa na neve, mas está longe de terminar nela

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Whistler, na Colúmbia Britânica, é um destino de inverno que oferece muito mais do que apenas esqui, com atividades como caminhadas, snowmobile e patinação no gelo.
  • O Whistler Village, predominantemente para pedestres, é o centro da experiência, reunindo restaurantes, cafés, lojas e espaços de convivência.
  • O Scandinave Spa Whistler proporciona relaxamento com hidroterapia, enquanto o Squamish Lil’wat Cultural Centre oferece uma imersão na cultura indígena local.
  • Whistler foi palco dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 e continua a ser um destino atraente tanto no inverno quanto no verão, com atividades ao ar livre para todas as estações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Há lugares que parecem ter sido desenhados para uma determinada estação do ano. Whistler, na Colúmbia Britânica, no oeste do Canadá, é um deles.

O centro de Whistler, no Canadá, ganha um charme especial coberto pela neve, em meio a paisagens que parecem ter saído de um cartão-postal. Justa Jeskova

Quando o inverno chega, as montanhas ganham uma camada de branco, as árvores parecem cobertas por açúcar e o frio deixa de ser apenas uma informação na previsão do tempo para fazer parte da paisagem.


A cerca de duas horas de carro de Vancouver, Whistler reúne duas grandes montanhas, Whistler e Blackcomb, conectadas pela PEAK 2 PEAK Gondola, uma das experiências mais emblemáticas do destino. Lá do alto, as Coast Mountains se revelam em uma perspectiva que ajuda a entender por que, em Whistler, a paisagem é muito mais do que cenário.

É parte da viagem.


E, embora o esqui seja uma das grandes estrelas do inverno por ali, reduzir Whistler a ele seria perder boa parte da experiência.

Quando a neve vira experiência

Para quem chega em busca de aventura, não faltam opções.


Em Whistler, no Canadá, a aventura ganha novos contornos com a emoção de esquiar em meio às montanhas cobertas de neve. Ken Whytock

Esqui e snowboard ocupam naturalmente o centro das atenções durante a temporada de inverno, que costuma se estender de novembro a maio. Mas a neve também pode ser vivida em um ritmo bem diferente.

Há caminhadas entre as árvores cobertas de branco, passeios de snowmobile, trenós puxados por cães, patinação no gelo e experiências de snowshoeing.


Ou simplesmente a possibilidade de parar por alguns minutos e olhar a paisagem.

É essa variedade que faz Whistler funcionar para diferentes tipos de viajantes. Enquanto alguns acordam cedo para aproveitar as primeiras descidas das montanhas, outros podem começar o dia caminhando pelo vilarejo, descobrir um café, explorar as lojas e terminar a tarde diante de uma mesa bem posta.

A neve é a protagonista. Mas cada viajante escolhe como quer viver a história.

Um vilarejo que continua depois das montanhas

Se as montanhas são o grande espetáculo, Whistler Village é onde a experiência ganha outro ritmo.

O charme de Whistler, no Canadá, em meio a paisagens encantadoras e ao clima acolhedor das montanhas. Justa Jeskova

O centro, predominantemente para pedestres, reúne restaurantes, cafés, lojas, hotéis e espaços de convivência. Tudo parece acontecer em uma escala mais tranquila, cercada pelas montanhas e pelo movimento característico de um destino de inverno.

Botas cobertas de neve, casacos pesados, equipamentos de esqui e o cheiro de comida vindo dos restaurantes fazem parte da paisagem.

E então chega a hora do après-ski.

Mais do que uma expressão francesa, o termo representa um dos rituais mais gostosos de uma viagem de inverno: o momento em que o dia na montanha termina e começa outro tipo de experiência.

É hora de guardar os equipamentos, encontrar os amigos, tomar uma bebida quente, descobrir um restaurante e deixar a aventura dar lugar à gastronomia e à conversa.

Em Whistler, esse momento pode ser descontraído ou sofisticado. O importante é que ele faz parte da experiência tanto quanto as próprias montanhas.

Do frio ao descanso

Depois de algumas horas na neve, mudar completamente de ritmo também faz parte da viagem.

Vista deslumbrante das montanhas de Whistler, no Canadá, revelando toda a beleza e grandiosidade da paisagem. @elevatevacations

É aí que entram os spas e as experiências de bem-estar. Entre os mais conhecidos está o Scandinave Spa Whistler, que aposta em uma proposta de hidroterapia inspirada nos tradicionais banhos escandinavos.

A experiência combina piscinas externas aquecidas, espaços de relaxamento e o contraste entre a água quente e o frio da montanha.

É quase cinematográfico.

E também revela outra faceta de Whistler: aquela em que não é preciso estar em movimento o tempo inteiro para aproveitar o destino.

Às vezes, viajar também é desacelerar.

Uma história que vai além da paisagem

Por trás das montanhas e da estrutura turística existe uma história muito mais antiga.

Whistler está inserida no território tradicional dos povos Sḵwx̱wú7mesh (Squamish) e Líl̓wat7úl (Lil’wat), e conhecer essa dimensão cultural ajuda a olhar para a paisagem de outra maneira.

O Squamish Lil’wat Cultural Centre é um dos principais espaços para essa aproximação. Ali, arte, cultura e conhecimentos das duas nações indígenas ajudam o visitante a compreender melhor a relação desses povos com a terra.

É um daqueles momentos da viagem em que a paisagem deixa de ser apenas bonita.

Ela passa a ter contexto.

Antes de se tornar um dos destinos de inverno mais conhecidos da América do Norte, aquelas montanhas, florestas e vales já faziam parte da vida e da cultura de povos que mantêm uma relação profunda com o território.

O legado dos Jogos de 2010

Whistler também ganhou um capítulo importante de sua história recente em 2010, quando recebeu parte dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Vancouver.

A herança desse grande evento esportivo continua presente no destino.

No Whistler Olympic Park, por exemplo, é possível conhecer espaços relacionados às competições e entender um pouco mais sobre a dimensão que os Jogos tiveram para a região.

É interessante perceber como um evento que durou algumas semanas deixou marcas permanentes e passou a fazer parte da própria experiência turística de Whistler.

Afinal, quando ir?

Para quem quer encontrar Whistler em sua versão mais branca, o inverno é naturalmente o período mais procurado.

Whistler, no Canadá, parece ter saído de um cartão-postal, com suas paisagens encantadoras, montanhas nevadas e um charme único em cada detalhe. Justa Jeskova

Mas existe uma diferença entre viajar apenas para ver neve e viajar para viver um destino de inverno.

Quem pretende esquiar ou praticar snowboard deve considerar o período da temporada, as condições das montanhas e o próprio nível de experiência.

Já quem quer aproveitar a atmosfera pode montar um roteiro muito mais livre, combinando passeios, gastronomia, cultura, compras e momentos de descanso.

E há ainda um detalhe que amplia o convite: Whistler não desaparece quando a neve vai embora.

No verão, as montanhas mudam de cenário e passam a receber trilhas, ciclismo e outras atividades ao ar livre.

É como se o destino trocasse de estação sem perder a personalidade.

Mais do que um destino de neve

Talvez seja justamente essa a melhor maneira de entender Whistler.

A neve é o cartão-postal. As montanhas são o grande espetáculo. O esqui é uma das experiências mais famosas.

Mas o que permanece na memória é a combinação de tudo isso.

É acordar com as montanhas pela janela. É ouvir a neve sob as botas. É passar algumas horas em uma pista e outras diante de uma lareira. É descobrir um restaurante depois de um dia de aventura. É conhecer uma história que estava ali muito antes de o destino entrar no mapa do turismo internacional.

É perceber que o frio também pode ser um convite para desacelerar.

Whistler não é apenas um lugar para esquiar.

É um destino para experimentar o inverno em todas as suas possibilidades.

E talvez seja justamente por isso que, quando a neve volta a cobrir as montanhas da Colúmbia Britânica, tanta gente faça as malas e retorne.

Porque, em Whistler, a viagem começa na neve.

Mas a experiência vai muito além dela.

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