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Análise: Lei de Reciprocidade pode trazer Washington à mesa de negociação

Presidente Lula autorizou que o governo federal realize consultas para uma possível viabilidade da aplicação da lei

Conexão Record News|Do R7

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, na última quinta-feira (28), o governo federal a fazer consultas necessárias para avaliar o uso da Lei da Reciprocidade na sobretaxa de 50% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Caso os requisitos para que o Brasil possa recorrer à lei sejam cumpridos, uma junta ministerial será acionada para estudar quais medidas serão utilizadas contra o país norte-americano.

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (29), Rodrigo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio, analisa que a situação das tarifas prejudica o comércio entre os dois parceiros, principalmente, porque o Brasil enfrenta dificuldades para negociar com Washington. Para Simões, aplicar a Lei da Reciprocidade deve ser feita com responsabilidade, mas pode pressionar o governo americano a negociar.

“Não é que vai ser aplicada essa lei de repente de um dia para o outro, não. Vai ser montado um estudo, uma análise. Toda uma comissão vai tomar uma decisão, vai levar ao presidente. É um processo longo, dividido por várias etapas”, completa o professor ao pontuar que haverá também o envio de notificações aos Estados Unidos.

Com países taxados que conseguiram negociar tendo apenas uma redução parcial das tarifas, Simões vê os americanos como os maiores prejudicados com a política de Donald Trump. Apesar de um risco de aumento na tensão entre os dois países com uma possível resposta tarifária, o economista entende positivamente um movimento, em outra frente, de empresários junto ao governo em tentar abrir novos mercados.

“O governo, o setor produtivo e os empresários que estão envolvidos nessa discussão estão fazendo a coisa correta, o plano correto. Vamos preparar essa análise e no paralelo vamos criar e vamos abrir outros mercados para que não afete principalmente os nossos mercados aqui”, completa o analista.

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