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‘Grande parte da população ainda não tem acesso a informações básicas de saúde’, diz Amanda Meirelles

Médica é apresentadora do programa ‘Fala Doutor’, exibido aos domingos na RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 54% dos brasileiros usam redes sociais como principal fonte de informação, aumentando a propagação de "fake news" na saúde.
  • Amanda Meirelles destaca a importância da medicina preventiva e a necessidade de comunicação clara entre médico e paciente.
  • Excessos na indústria estética são prejudiciais; é importante aceitar o envelhecimento natural.
  • Redes sociais tratam doenças graves como Lipedema de forma superficial, necessitando de atenção e tratamento adequado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo uma pesquisa do Instituto DataSenado, 54% dos brasileiros usam as redes sociais como uma das principais fontes de informação. Mas, quando se trata de saúde, esse comportamento aumenta o desafio de conter a circulação de fake news que podem atrasar os diagnósticos, influenciar tratamentos e gerar dúvidas sobre diversas doenças.

Em entrevista ao Link News, a médica e apresentadora do Fala Doutor, Amanda Meirelles, explicou que, nos dias atuais, as pessoas se movem por aquilo que veem e escutam, como séries ou informações publicadas nas redes sociais. Segundo ela, grande parcela da população não conhece os sintomas e se movimenta como se as dores e incômodos fossem comuns.


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Uma grande parte da população não tem acesso a informações básicas [...]. Eu opto muito por falar da medicina preventiva e não da curativa [...]. Eu acho que o grande ’x’ é a conversa, saber explicar e ser muito verdadeiro com seu paciente", ressaltou Amanda Meirelles.

A especialista ainda ressaltou que a indústria da estética é positiva até certo ponto, e que os excessos são prejudiciais à saúde. Amanda Meirelles lembra que o envelhecimento começa a partir do nascimento e que, por isso, as pessoas precisam “fazer as pazes com o tempo” em vez de tentar correr contra ele.


“A medicina estética veio para auxiliar [...]. Mas eu acho que ela deveria ser a exceção, apenas ajustes e não esse ‘boom’, porque se você começa muito cedo, você sempre vai estar insatisfeito e sempre vai buscar mais”, argumentou.

Amanda ainda falou sobre como as redes sociais tratam algumas doenças graves como furos de estética, como o lipedema: “Muitas vezes, durante uma vida inteira, essa doença foi tratada como preguiça ou alimentação [...]. Isso merece atenção e um tratamento crônico, constante e de melhor qualidade de vida”, disse.

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