Análise: posição dos houthis no Iêmen cria ‘estrangulamento’ nas rotas de acesso ao petróleo
Emirados Árabes Unidos estão construindo caminhos alternativos para as exportações de energia
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Emirados Árabes Unidos estão construindo rotas alternativas para as exportações de energia com o objetivo de evitar que o comércio seja “refém” da guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito teve um impacto significativo nos países do Golfo, principalmente pelo bloqueio do estreito de Ormuz.
Segundo autoridades, o país está expandindo a capacidade portuária ao longo da costa leste, além de desenvolver oleodutos, ferrovias e rotas comerciais para corredores alternativos. O conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos criticou os Estados árabes do Golfo por não terem apresentado uma resposta coordenada ao Irã, afirmando que eles foram incapazes de traduzir preocupações compartilhadas em uma estratégia unificada.
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Em entrevista ao Conexão Record News de terça-feira (8), o cientista político José Paulo Ferreira explica que a ideia de uma rota alternativa já vinha sendo implementada há alguns meses, a partir do momento em que houve o fechamento de Ormuz. O material estava passando pelo outro lado da península arábica.
Segundo Ferreira, a posição dos rebeldes houthis no Iêmen, nesta outra ponta do escoamento, cria um “estrangulamento” nas rotas de acesso ao petróleo dos dois lados e coloca os países do Golfo em uma “posição complicada”, porque esgota as possibilidades de transporte do combustível para o mercado mundial.
“A posição dos sauditas e dos catares em relação a esses eventos tem sido uma posição de cobrar do Irã, mas também de pensar em uma estratégia autônoma para a região que seja um tanto independente dos Estados Unidos”, aponta.
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