Águas do Brasil vence segundo leilão da Cedae com lance de 2,2 bi
Oferta vencedora garantiu ágio de 90% sobre o valor mínimo para a concessão, de R$ 1,16 bilhão
Rio de Janeiro|Do R7

A Águas do Brasil venceu a segunda etapa do leilão de concessão da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) com lance de R$ 2,2 bilhões, na sede da Bolsa de Valores, em São Paulo, nesta quarta-feira (29).
O grupo vai administrar o serviço de saneamento em 21 municípios fluminenses durante 35 anos, com previsão de investimentos de R$ 4,7 bilhões.
Apenas a Aegea e o grupo Águas do Brasil haviam enviado propostas para a disputa do bloco 3. A oferta vencedora garantiu ágio de 90% sobre o valor mínino para a concessão, de R$ 1,16 bilhão.
A proposta de R$ 1,57 bilhão da Aegea não arrematou o bloco, já que a diferença entre as duas ofertas era maior que 20%.
Os municípios que integram o bloco são Bom Jardim, Bom Jesus do Itabapoana, Carapebus, Carmo, Itaguaí, Itatiaia, Macuco, Natividade, Paracambi, Pinheiral, Piraí, Rio Claro, Rio das Ostras, Rio de Janeiro (zona oeste/AP-5), São Fidélis, São José de Ubá, Sapucaia, Seropédica, Sumidouro, Trajano de Moraes e Vassouras.
Na AP-5 (Área de Planejamento 5), a licitação é referente à parte de distribuição de água. Mais cedo, antes do leilão, o governo estadual anunciou um investimento, em parceria com a União, de quase R$ 750 milhões para ampliar o sistema de esgotamento sanitário na área, que abrange 22 bairros da zona oeste.
A área oferecida nesse leilão incluiu o bloco 3, que não recebeu propostas em abril. Na ocasião, o bloco abrangia parte da zona oeste da capital e mais seis cidades. A primeira rodada arrecadou R$ 22,7 bilhões em outros três blocos.
Segundo o governo estadual, os recursos arrecadados com o leilão da Cedae serão destinados à despoluição da Baía de Guanabara (R$ 2,6 bi), da Bacia do Guandu (R$ 2,9 bi) e do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca (R$ 250 mi). Além disso, estão previstos R$ 354 milhões em investimentos em favelas do Rio.














