Anac exige explicações da Gol sobre tentativa de barrar neto de Deborah Colker em voo
Criança sofre de doença de pele não contagiosa; coreógrafa vai à Justiça
Rio de Janeiro|Do R7

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pede, por meio de ofício, explicações da empresa Gol Linhas Aéreas sobre o episódio em que o neto da coreógrafa Deborah Colker quase foi impedido de viajar no voo 1556 (Salvador-Rio de Janeiro) por ter uma doença na pele. Segundo a coreógrafa, a tripulação da empresa alegou que o problema de saúde do menino poderia ser contagioso.
Segundo a agência, se for constatada infração ao CBAer (Código Brasileiro de Aeronáutica), a Gol poderá ser multada em até R$ 10 mil. Em nota, a Anac informa que o CBAer garante ao comandante do voo a "prerrogativa de desembarcar qualquer pessoa - desde que comprometa a boa ordem e a disciplina – que ponha em risco a segurança da aeronave ou das pessoas e bens a bordo".
Deborah disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai processar a Gol por danos morais. A criança possui epidermólise bolhosa, doença genética não contagiosa. A coreógrafa promete destinar o dinheiro da indenização para a pesquisa de terapia genética.
A Gol foi procurada e disse que cumpriu "rigorosamente" as recomendações do Manual Médico da IATA (sigla em inglês da Associação Internacional de Transportes Aéreos) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A empresa alega que apenas pediu um atestado médico e, na falta do documento, um médico foi acionado.
Sobre a notificação da Anac, a empresa disse que ainda não recebeu o ofício e que, portanto, não pode se pronunciar sobre o assunto.















