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Após reunião com prefeitura e nova assembleia, professores decidem manter greve no Rio

Classe voltará a se reunir na próxima terça-feira

Rio de Janeiro|Do R7

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O Sindicato dos Profissionais de Educação decidiu manter a greve dos professores municipais, após assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (6). Mais cedo, membros do sindicato se reuniram com o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo, mas não houve acordo. Uma nova assembleia foi marcada para terça-feira (10).

Na segunda-feira (2), a Justiça determinou que a classe retomasse as atividades, sob pena de multa diária de R$ 200 mil ao Sepe. O prazo expirou na quinta (5). O sindicato recorreu da decisão.


Os professores reivindicam melhores condições de trabalho, maior autonomia no material didático, além de reajuste salarial. Os docentes da rede estadual também estão em greve desde o dia 8. A categoria exige ainda que o prefeito Eduardo Paes adiante o pagamento do reajuste de 8% proposto que será vinculado à aplicação do plano de cargos e salários unificado (professores e funcionários).

Professores e funcionários da rede municipal de educação começaram a se concentrar para a assembleia por volta das 10h desta sexta-feira (6) em frente à prefeitura, no centro.


Professores estaduais ambém pararam

O apresentador Wagner Montes recebeu no Balanço Geral RJ de quinta-feira (5) representantes do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), que condenaram a truculência policial na manifestação dos professores estaduais na última quarta-feira.


Na ocasião, professores e funcionários da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro que ocupavam o saguão da antiga sede da Seeduc (Secretaria Estadual de Educação), na rua da Ajuda, no centro da capital, foram retirados à força pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar na noite de quarta-feira (4).

Segundo o Sepe, a PM agiu com truculência e usou artefatos, como spray de pimenta e aparelhos de eletrochoque para dispersar os manifestantes.


Desde o início da tarde de quarta, cerca de 300 professores ocupavam o prédio. Os profissionais de ensino pretendiam permanecer no local até que as reivindicações fossem atendidas. Eles também aguardavam um encontro com o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que não enviou um representante para mediar o impasse.

Na tarde de quarta, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou a suspensão imediata da greve.A multa, em caso de descumprimento, é de R$ 300 mil por dia. A categoria também entrou com um recurso na Justiça.

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