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Caseiro nega a senadores envolvimento no assalto à casa de coronel da ditadura

Paulo Malhães morreu durante assalto a sua casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

Rio de Janeiro|Do JR

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Para a Polícia Civil do Rio de Janeiro, há evidências de que Paulo Malhães foi vítima de latrocínio
Para a Polícia Civil do Rio de Janeiro, há evidências de que Paulo Malhães foi vítima de latrocínio

O caseiro que segundo a Polícia Civil havia admitido participação no assalto que resultou na morte do coronel reformado Paulo Malhães na Baixada Fluminense voltou atrás e negou envolvimento no crime. Ele foi ouvido na terça (6) por integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado e da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro.

Malhães, que em depoimento à Comissão da Verdade confessou participação em torturas e mortes de presos políticos durante a ditadura militar, morreu em 25 de abril após ser rendido por criminosos em sua casa em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Peritos investigam se ele foi assassinado.


O caseiro Rogério Pires está preso desde a semana passada. Segundo os senadores, o caseiro ainda não possui advogado. A comissão defende que ele tenha acesso a defensor público.

Apesar de Pires negar envolvimento no crime, a Polícia Civil sustenta que a participação do caseiro é certa. Outras três pessoas suspeitas do crime estão foragidas, entre elas, dois irmãos do caseiro. O grupo levou dinheiro, joias e armas.


Segundo o delegado Pedro Henrique Medina, as investigações evidenciam que Malhães foi vítima de latrocínio. Entretanto, ele diz que a polícia não descarta que provas possam ter sido "plantadas" no local do crime.

Participaram da visita a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, senadora Ana Rita (PT-ES), o presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, e os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e João Capiberibe (PSB-AP).

Assista à reportagem:

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