Caso Amarildo: ex-comandante da UPP da Rocinha tem pedido de liberdade negado
Defesa alega que prisão oferece riscos ao oficial
Rio de Janeiro|Do R7

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o habeas corpus do major da PM Edson Raimundo nesta quarta-feira (26). Ele estaria envolvido no desparecimento de Amarildo Souza. Luiz Felipe de Medeiros, também apontado como torturador do ajudante de pedreiro, também teve o pedido negado e continuará preso na penitenciária Petrolino Werling de Oliveira, Bangu 7, zona oeste do Rio.
Major Edson era comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, na zona sul do Rio. Ele teve a prisão decretada no dia 4 de outubro e foi levado para o BEP (Batalhão Especial Prisional) da PM, em Benfica, na zona norte do Rio.
De acordo com a defesa dos PMs, eles correm riscos se continuarem presos, pois estão detidos no mesmo local de criminosos que ajudaram a prender, sendo a transferência necessária para salvaguardar a integridade deles.
Para o relator do habeas corpus, os argumentos foram rejeitados porque de acordo com os autos do processo, os oficiais estariam influenciando os outros réus do processo.
Na terça-feira (25) outros suspeitos de torturarem o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza tiveram o pedido de liberdade negado. O requerimento foi feito pela defesa dos policiais militares Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Victor Vinicius Pereira da Silva e Douglas Roberto Vital Machado.
Além do habeas corpus, também foi pedido o trancamento da ação penal. A defesa alega que não há provas conclusivas e que as escutas não comprovam o crime ou a participação dos suspeitos no sumiço do pedreiro.
Em outubro, a justiça aceitou a denúncia do Ministério Público da participação de 25 PMs suspeitospelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha no caso Amarildo.















