Caso Henry: Justiça nega pedido de Jairo para que laudos de peritos sejam avaliados
Em audiência do dia 9 de fevereiro, padrasto acusado da morte de Henry Borel optou por não falar no interrogatório
Rio de Janeiro|Rafaela Oliveira*, do R7

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de Jairo Souza dos Santos Júnior para que fossem avaliados os laudos de dois peritos que atuaram nas investigações da morte de Henry Borel. Réu pelo assassinato do menino, o ex-vereador falou por apenas dez minutos na audiência do dia 9 de fevereiro.
Na tentativa de contestar as conclusões, os advogados alegaram falhas técnicas na confecção dos documentos, além da suposta parcialidade dos profissionais. Um deles teria "sinais claros de íntima amizade” com os delegados que conduziram o inquérito, de acordo com a defesa.
Segundo o laudo inicial de necropsia e resultados complementares, Henry morreu em decorrência de uma hemorragia interna por laceração hepática com ação contundente. Foram encontradas 23 lesões no corpo da criança.
No entanto, a juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio, afirmou que o resultado dos exames não tinha "nada além de termos técnicos apontando a materialidade, sem excessos de expressão que pudessem apontar, minimamente, ausência de imparcialidade”.
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Ainda segundo a decisão, a magistrada alegou que não houve ausência de fotos do corpo, já que há um "farto material fotográfico" no quinto laudo complementar. Quanto à suposta ligação "íntima" entre a perícia e os delegados, a Justiça não a considera uma razão válida para questionar o trabalho dos profissionais.
*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

