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Com mais mortes que Rio, Baixada Fluminense recebe primeira UPP nesta sexta-feira

Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, será ocupada por 219 policiais

Rio de Janeiro|Do R7

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Beltrame anunciou em janeiro a instalação de quatro UPPs na Baixada Fluminense
Beltrame anunciou em janeiro a instalação de quatro UPPs na Baixada Fluminense

Na tentativa de responder ao crescimento da violência na Baixada Fluminense, a Secretaria Estadual de Segurança instala nesta sexta-feira (6) a Unidade de Polícia Pacificadora da Mangueirinha, na Baixada Fluminense, a primeira instalada fora da capital do Estado.

A reivindicação dos moradores é antiga por uma maior proteção na região e está relacionada ao suposto êxodo de traficantes da cidade do Rio, expulsos pelas UPPs, que buscam refúgio na baixada.


Os números dão razão a quem reclama da escalada da violência nas cidades que cercam a capital. Segundo dados do ISP (Instituto de Segurança Pública), houve 1291 assassinatos entre janeiro e setembro de 2013 na baixada, um aumento de 28% em relação ao mesmo período de 2012, quando houve 1004 mortes.

Em todo o Estado houve crescimento dos casos de homicídio, mas, na Baixada, a variação foi maior. O número de assassinatos em todo Estado pulou de 3.047, entre janeiro e setembro de 2012, para 3501, no mesmo período de 2013. Dos 454 episódios excedentes, 287 foram na Baixada Fluminense, ou seja, 63% do total.


Em janeiro, Beltrame anunciou que quatro UPPs seriam instaladas na região. A comunidade da Mangueirinha foi ocupada em agosto de 2013 por 150 policiais de diferentes batalhões da PM. Segundo a prefeitura, o local é um dos mais violentos da cidade. A nova UPP deve ter um efetivo de 219 PMs.

No município do Rio, já foram instaladas 36 UPPs em cinco anos. A primeira foi no morro Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio. Mesmo com a proposta de levar paz aos moradores das comunidades, alguns fatos e críticas marcaram a história do programa. Um dos fatos mais marcantes aconteceu em julho de 2013, com o desaparecimento do pedreiro Amarildo, na UPP da Rocinha, zona sul do Rio. Ele teria sido levado para uma averiguação policial durante uma operação na comunidade.


Relembre os avanços e os problemas da UPP

Ataques a comunidades pacificadas


Um tiroteio no Complexo da Penha provocou a morte da policial militar Alda Rafael Castilho. A agente, que trabalhava na UPP local, foi atingida na cabeça e chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu ao ferimento. Ainda de acordo com a polícia, três pessoas ficaram feridas. Um casal que passava de carro pelo local do tiroteio foi baleado. Além deles, um policial que também trabalha na UPP local foi atingido na coxa e tem quadro estável.

O tiroteio foi o nono ataque de criminosos a comunidades pacificadas no Rio nesta semana.

Na noite de sábado (1º), na Rocinha, zona sul da cidade, PMs e traficantes entraram em confronto na localidade conhecida como Máscara. Os bandidos conseguiram fugir. O policiamento foi reforçado e buscas foram feitas, sem sucesso. Também na Rocinha, outros três confrontos entre policiais e criminosos provocaram pânico nesta semana. Uma bala perdida matou o morador Edilson Rodrigues Cardoso, de 33 anos.

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