Comandante exonerado da PM agradece apoio e nega intenção de se candidatar a cargo político em 2014
Erir Costa se manifestou em seu perfil pessoal em uma rede social
Rio de Janeiro|Do R7

Exonerado na segunda-feira (5), o ex-comandante da Polícia Militar, Erir Ribeiro da Costa Filho, desabafou em seu perfil pessoal no Facebook, na manhã desta terça (6). Ele agradeceu o comprometimento de seus subordinados durante o período em que esteve à frente da corporação — um ano e dez meses — e negou os boatos de que teria a intenção de se candidatar a um cargo político nas eleições do próximo ano.
— Eu, Erir Ribeiro Costa Filho, Coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, agradeço a cada policial militar que ombreou junto a mim neste um ano e dez meses que estive a frente do comando da Corporação. Sinto orgulho de poder ter contado com meus policiais nos momentos de instabilidade social nos últimos dois meses. E sei que vocês sentiram o mesmo. Alguns querem desmerecer meus atos com informações falsas de que serei candidato. Essas intrigas só podem partir daqueles que não sabem comandar, chefiar ou dirigir. Enfim, trabalhei todos esses anos pela minha Corporação, pelos meus policiais, sem esperar nada em troca. O respeito e a amizade dos meus comandados são a minha maior vitória. Obrigado!
Mais cedo, o governador Sérgio Cabral havia se pronunciado sobre a saída de Erir. De acordo com ele, a mudança no comando da PM “não mudará a política de pacificação”. Cabral também agradeceu pelos serviços prestados à corporação.
— Quero agradecer toda a dedicação, lealdade e seriedade do Coronel Erir da Costa Filho à causa pública e ao serviço da Segurança Pública em nosso estado. Costa Filho é um exemplo de oficial.
O afastamento de Erir aconteceu após elecancelar punições administrativas a PMs que cometeram falhas de baixo potencial ofensivo, como atrasos e faltas. No domingo (4), o ato foi criticado por Beltrame, que declarou que a anistia deveria ter sido anunciada de maneira mais transparente. Beltrame deve revogar o ato.
O comando da PM também vinha sendo bastante criticado em razão da conduta da corporação frente às manifestações populares nas ruas da capital. Nas últimas semanas, a Polícia Militar do Rio vem enfrentando pressão por causa do desaparecimento do pedreiro Amarildo Dias após abordagem policial na Rocinha, favela da zona sul do Rio.
De acordo com nota da Seseg, o afastamento aconteceu após uma longa conversa na secretaria. O secretário está avaliando o nome do sucessor do coronel Erir Costa Filho no comando da corporação.















