Consórcio da Odebrecht tem melhor lance inicial por Galeão, de R$ 19 bi
O prazo de concessão para o terminal do Rio de Janeiro será de 25 anos
Rio de Janeiro|Do R7, com agências

O consórcio formado pela Odebrecht e a operadora de aeroportos Changi, de Cingapura, apresentou a melhor oferta inicial pelo terminal de Galeão (RJ), em leilão que acontece nesta sexta-feira (22).
A proposta foi de R$ 19,018 bilhões o que representa um ágio de quase 300% sobre o lance mínimo definido pelo governo.
O Consórcio Sócrates, formado pela Carioca Engenharia, GP Investimentos e as operadoras dos aeroportos de Paris (Aéroports de Paris - ADP) e de Amsterdã, Schiphol, também ofereceu proposta somente para Galeão, de R$ 14,5 bilhões, com ágio de 200,3%.
O Consórcio Novo Aeroporto Galeão é formado pelas empresas EcoRodovias e Fraport, cada uma com 42,5%, e por Invepar, com 14,99%. O grupo fez oferta apenas pelo terminal do Rio, de R$ 13,113 bilhões, o que corresponde a um ágio de 171,6%.
O Consórcio Aliança Atlântica Aeroportos, formado por Queiroz Galvão e Ferrovial, ofereceu um total de R$ 6,566 bilhões por Galeão, ágio de 36%, e oferta de R$ 1,096 bilhão por Confins, sem ágio.
Já o consórcio que inclui a CCR fez a melhor oferta pelo aeroporto de Confins (MG) após a abertura das propostas iniciais, no montante de R$ 1,4 bilhão, valor 30% superior ao lance mínimo (R$ 4,82 bilhões).
A apresentação dos lances escritos no leilão terminou por volta das 10h40. Foram feitos cinco lances para os direitos de ampliação, manutenção e exploração do aeroporto carioca e três para o mineiro. As melhores propostas serão considerados válidas e poderão continuar no leilão na etapa de viva voz.
O prazo de concessão para o aeroporto do Galeão (RJ) será de 25 anos, podendo ser prorrogado uma vez, por mais cinco anos. O lance mínimo é R$ 4,82 bilhões e a estimativa de investimentos é de R$ 5,7 bilhões.
O terminal movimenta, por ano, cerca de 17,5 milhões de passageiros. A expectativa da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) é de que 60 milhões de passageiros utilizem o aeroporto em 2038, ano em que acaba a concessão.
Já o vencedor do lance pela administração de Confins investirá, pelo menos, R$ 3,5 bilhões no aeroporto, que tem lance mínimo de R$ 1,322 bilhão. O prazo de concessão será de 30 anos, também com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos. Atualmente, o movimento é de 10,4 milhões de passageiros por ano, e ao fim da concessão, a expectativa é que 43 milhões de passageiros utilizem o terminal anualmente.
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