Defesa de Rosinha e Garotinho pede habeas corpus ao STJ
Casal foi preso pela segunda vez após ser apontado como suspeito de esquema de superfaturamento em investigações do MP-RJ
Rio de Janeiro|Karolaine Silva, do R7*, com Agência Estado

A defesa do casal Rosinha Matheus e Anthony Garotinho entrou com um novo pedido de habeas corpus nesta quarta-feira (30) junto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O casal foi preso na manhã de hoje em cumprimento à ordem da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.
Garotinho e Rosinha são acusados pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) de superfaturamento de R$ 62 milhões em contratos celebrados entre a prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas "Morar Feliz I" e "Morar Feliz II".
Os crimes teriam acontecido durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita, entre 2009 e 2017. Entre 2015 e 2016, seu marido foi secretário do município. O casal afirma ser inocente e vítima de perseguição política. Trata-se da quinta prisão de Garotinho e da terceira de Rosinha.
As licitações supostamente superfaturadas envolveram mais de R$ 1 bilhão, e, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, deram aos cofres públicos prejuízo de mais de R$ 62 milhões. Segundo a acusação, a Odebrecht pagou R$ 25 milhões de propina no âmbito de tais contratos.
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O casal já havia sido preso preventivamente no dia 3 setembro durante a Operação Secretum Domus. Os ex-governadores, no entanto, foram soltos um dia depois, por decisão do desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
Na tarde desta terça, os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do TJ-RJ decidiram cassar o habeas corpus concedido liminarmente por Darlan. O Ministério Público defendeu a prisão alegando que, em liberdade, o casal pode intimidar testemunhas.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Patrícia Junqueira















