“Dependendo da chuva, ainda existe o risco de alagar a Praça da Bandeira”, diz prefeito após enchentes
Moradores e comerciantes contabilizaram os estragos neste domingo (13)
Rio de Janeiro|Do R7

Lama, lixo pelas ruas, bolsões d’água e até veículos amontoados sobre os outros. Esse foi o cenário deste domingo (13) na região da Praça da Bandeira, zona norte, depois que fortes chuvas atingiram o Rio e deixaram a cidade em estado de crise. As chuvas alagaram a região da Grande Tijuca, que recebeu um “piscinão” para abrigar excesso de água de temporais em 2014. Até peixes foram encontrados nas ruas da região. O prefeito Eduardo Paes afirmou que a situação melhorou com o reservatório instalado sob a Praça da Bandeira, mas que não é uma solução definitiva.
— A situação melhorou, não é qualquer chuva que alaga a hoje Praça da Bandeira hoje, mas uma chuva mais forte. Desde que inauguramos deixamos claro que a solução definitiva ainda não tá dada. Ainda existe o risco, dependendo do volume de chuva, de alagar a Praça da Bandeira.
O número de mortos por causa das chuvas chegou a cinco após a confirmação da morte de um homem, eletrocutado em um alagamento no centro da cidade. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde.
A Prefeitura do Rio informou, em nota, que a efetividade do sistema de controle de enchentes da Grande Tijuca considera o conjunto de intervenções, que inclui os reservatórios da Praça da Bandeira e da Praça Niterói (três reservatórios), já em operação; o da Praça Varnhagen, em construção; e as obras de desvio do Rio Joana, em andamento. Segundo o governo, os reservatórios da Praça da Bandeira e da Praça Niterói atingiram 100% às 20h37 de sábado. Os dois piscinões têm 18 e 58 milhões de litros de capacidade. A prefeitura também informou que haveria 76 milhões de litros de água a mais nas ruas da Tijuca se não existissem os piscinões.
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