Ex-secretário de Polícia Civil e 2º deputado mais votado no RJ: saiba quem são os presos na 8ª fase da Operação Unha e Carne
Segundo a PF, o grupo participou de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 7 bilhões em seis anos
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Federal prendeu o 2º deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026, Marcio Canella, e o ex-secretário da Polícia Civil, Marcus Amim, além de outras quatro pessoas, na 8ª fase da operação Unha e Carne.
Na ação desta quinta-feira (15), os agentes estiveram em diferentes endereços e apreenderam R$ 40 mil escondidos na casa de um dos alvos, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
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Segundo a PF, o grupo contava com a participação de agentes públicos e políticos em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 7 bilhões em seis anos.
As prisões foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Os investigados respondem pelos crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, entre outros.
Veja quem é quem na investigação
- Márcio Correia de Oliveira, o “Márcio Canella”
O ex-prefeito de Belford Roxo é apontado como articulador de alto escalão da organização criminosa. Ele teria influência na indicação de Marcus Amim à presidência do Detran-RJ e, depois, para a Secretaria de Polícia Civil. Ele foi indiciado por organização criminosa armada e lavagem de capitais.
- Marcus Vinicius Amim Fernandes
O delegado é suspeito de usar os cargos que ocupou no Detran e na chefia da Polícia Civil para blindar o grupo e proteger as atividades ilícitas. Ele aparece no inquérito como sócio oculto de uma empresa investigada.
- Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como “Pablo Russo”
O inspetor da Polícia Civil seria o principal operador de diversas unidades da rede de postos de combustíveis. Pablo Russo ainda recebia agendas sigilosas de fiscalização antecipadas por servidores públicos. Ele foi indicado por organização criminosa armada, corrupção ativa, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis, formação de cartel e lavagem de capitais.
- José Carlos Alves de Souza Júnior
O policial civil é suspeito de atuar na estrutura econômica do grupo. Ele faria a distribuição de recursos entre integrantes da organização e agentes públicos.
- Christiano Gaspar Fernandes
Ele é policial civil reintegrado e atual secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo. Aparece como sócio oculto de um posto de gasolina junto do irmão Giovanni.
- Giovanni Gaspar Fernandes
Aparece como sócio oculto de uma empresa junto do irmão.
O que dizem as defesas
Em nota, a defesa de Marcio Canella disse “confiar em Deus, na Justiça e ter certeza de que tudo será esclarecido”.
Já o advogado de Marcus Amin informou que aguarda o acesso ao cliente e à decisão para se manifestar.
A defesa de Christiano e Giovanni afirmou estar surpresa com as prisões deles.
Corregedoria da Polícia Civil
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil participou da operação em apoio à Polícia Federal.
Em nota, a Polícia Civil declarou que “não compactua com qualquer desvio de conduta e adota, de forma rigorosa, as medidas administrativas e disciplinares cabíveis diante de indícios de irregularidades”.
A instituição acrescentou que “mantém atuação integrada com outras forças de segurança e órgãos de controle, respeitando as atribuições de cada instituição, para garantir a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, quando cabível”.
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