Família de Moïse vai administrar quiosque no Parque Madureira
Concessão do novo estabelecimento foi negociada após parentes desistirem de quiosques onde crime ocorreu na Barra da Tijuca
Rio de Janeiro|Inácio Loyola, do R7*

A família de Moïse Kabagambe vai administrar um quiosque no Parque Madureira, na zona norte do Rio. Os parentes do congolês recusaram assumir a concessão do estabelecimento onde o jovem foi brutalmente assassinado na orla da Barra da Tijuca.
Em parceria com a Orla Rio, o acordo foi negociado com a Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento.
A Prefeitura do Rio informou que, nos próximos dias, serão divulgados detalhes da operação do estabelecimento.
A administração municipal chegou a oficializar a entrega da concessão de dois quiosques da Barra da Tijuca à família de Moïse, no dia 7 de fevereiro, onde o congolês foi assassinado. O projeto previa a transformação do espaço em um memorial e ponto de transmissão da cultura de países africanos.
No dia 11 do mesmo mês, os parentes desistiram do acordo porque ficaram assustados após um dos donos do quiosque afirmar que não sairia do local.
Assassinato de Moïse
Moïse Kabagambe foi brutalmente assassinado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, no dia 24 de janeiro deste ano. A vítima foi espancada, com pedaços de madeira e taco de beisebol, após cobrar o pagamento de diárias no quiosque onde trabalhava como ajudante de cozinha.
Após a ampla repercussão, três homens foram presos pela morte do congolês. Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove; Brendon Alexander Luz da Silva, o Totta; e Fábio Pirineus da Silva, o Belo, vão responder por homicídio duplamente qualificado, pela crueldade da ação.
O caso gerou indignação na população e diversos protestos que cobraram por justiça para Moïse.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















