Logo R7.com
RecordPlus

Funcionários do Comperj fazem protesto e interditam a ponte Rio-Niterói

Alça de acesso à avenida Brasil foi interditada; 82% de obras da refinaria foram concluídas

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Protesto pede conclusão da Comperj após Petrobras anunciar adiamento da operação da central de utilidades
Protesto pede conclusão da Comperj após Petrobras anunciar adiamento da operação da central de utilidades

Um grupo de funcionários do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) fechou o acesso da ponte Rio-Niterói para a avenida Brasil durante um protesto no fim da manhã desta segunda-feira (24). De acordo com o centro de Operações, a alça de acesso da ponte para a pista central da avenida Brasil sentido centro, na altura do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia).

Manifestantes seguem acompanhados pela Polícia Militar
Manifestantes seguem acompanhados pela Polícia Militar

Segundo o Centro de Operações, às 13h30, o trânsito estava parcialmente interditado na av. Presidente Vargas, pista central, altura da Central do Brasil, no sentido Candelária. O tempo de travessia na pista sentido Rio e sentido Niterói era de 13 minutos. A circulação de carros já foi normalizada na via.


A Setrans (Secretaria de Estado de Transporte) e a CCR Barcas informaram que, em virtude da manifestação, as equipes de segurança e operação foram reforçadas nas estações da Praça XV e Araribóia. A concessionária disponibilizou embarcações extras para atender à demanda de passageiros.

De acordo com o Sintramon Itaboraí (Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial do Município de Itaboraí), a Petrobras teria anunciado, em seu plano de negócios para o período de 2015 a 2019, o adiamento do início da operação da central de utilidades do Comperj. A unidade terá geração de energia elétrica e a vapor, e tratamento de água e efluentes. Segundo o sindicato, atualmente trabalham seis mil pessoas na construção da refinaria. Em 2014, esse número seria de 16 mil.


Inicialmente, o funcionamento da operação da central seria em 2016. A nova data está prevista para outubro de 2017.

A prefeitura de Itaboraí informou que funcionários, comerciantes e sindicatos envolvidos nas obras do Comperj, CREA-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro), OAB (Ordem os Advogados do Brasil) e petroleiros estarão no ato. Os organizadores esperam que cerca de 5 mil pessoas participem do protesto. Cinco cidades decretaram ponto facultativo nesta segunda: Itaboraí, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito, Guapimirim e Niterói (essas duas últimas liberaram os funcionários a partir do meio dia).


O órgão afirmou que a concessionária das barcas liberou mil passagens de ida e volta para os manifestantes. De acordo com o prefeito da cidade e presidente do Conleste (Consórcio Intermunicipal do Leste Fluminense), Helil Cardozo, falta pouco para as obras da refinaria serem concluídas.

— Esse é um ato apartidário, de toda a sociedade civil. Os empresários fazem questão de nos apoiar, pois também sofrem com essa situação. Não será uma manifestação contra quem quer que seja, mas em favor da nossa região e da retomada das obras da refinaria do Comperj. Há soluções que podem fazer a Petrobras terminar essa obra pela metade do preço planejado, lembrando que 82% da refinaria já estão prontos. Não é possível abandonar um empreendimento desses quando só faltam 18% para sua conclusão.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.